<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571</id><updated>2011-10-09T19:00:23.323-07:00</updated><category term='Tempo'/><category term='O universitário'/><category term='Aos amigos'/><category term='O que é o amor?'/><category term='Leituras sobre a sociedade'/><category term='Kapitu'/><category term='Do pensamento'/><category term='Morte'/><category term='Poemas'/><category term='Cartas para a rainha'/><title type='text'>Sentado do seu lado direito.</title><subtitle type='html'>"Somos o futuro da nação, geração coca-cola."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-4540997412019693612</id><published>2011-10-09T18:57:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T19:00:23.365-07:00</updated><title type='text'>O que é o amor? [VII]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px; "&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Engraçado que o grande legado do período romântico pro homem moderno foi justamente mostrar que os sentimentos, o amor como chamamos, não salvam, não redimem e principalmente não muda as pessoas. Por que se nós pensarmos, por exemplo, em Romeu e Julieta; o que nós vemos? Amor, amor demais. Mas a gente nunca se pergunta, no final da estória, por que não aconteceu? Quer dizer, eles poderiam muito bem ter superado as rivalidades das famílias e ter ido pra bem distante de Verona. Por que não foram? Eu acho, e é só uma opinião, que nem Romeu e nem Julieta foram capazes de mudar um pelo outro. Romeu continuou a ser um homem que se apaixonaria por qualquer mulher, como realmente vemos no começo da peça, e a Julieta seguiu como aquela menina que sonhava em encontrar o homem que fosse capaz de torná-la feliz. No limite, a gente pode dizer que ela encontra esse homem e não o contrário. Romeu e Julieta não é uma peça sobre o amor, mas sobre a vontade de amar, sobre o quão pesado essa vontade pode tornar-se e quantas ilusões ela pode criar. O romantismo nos ensinou que a distância entre o que vemos e o que queremos ver é menor do que os realistas haviam suposto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-4540997412019693612?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/4540997412019693612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=4540997412019693612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4540997412019693612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4540997412019693612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2011/10/o-que-e-o-amor.html' title='O que é o amor? [VII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2760389128121613828</id><published>2010-06-26T14:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T07:09:40.423-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aceleração do tempo. Parafraseando Pierre Nora no começo do seu famoso artigo: entre história e memória - os lugares de memória, começo a fazer algumas rápidas reflexões sobre a nossa época. Vivemos na pós-modernidade - ou seria pós pós-modernidade? De qualquer forma esse é o tempo em que experimentamos as grandes mudanças a todo momento, mas por que? Em parte por que a grande corrida rumo ao futuro está chegando ao fim - e não me refiro aqui ao apocalipse ou algo do gênero - mas sim a percepção dos próprios homens que esse futuro nunca chegaria, o presente é e sempre será um inimigo imbatível. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobrou então o cansaço da longa corrida ao qual o mundo convencionou chamar de pós-modernidade. Acontece que ao tentar agarrar tão desesperadamente o futuro, o homem moderno acabou fugindo do seu passado, e isso acabou sendo mais sério do que parece. Quanto mais corríamos rumo a glória do progresso, guiados pela razão, menos viamos elementos nesse passado que deixávamos pra trás que pudessem orientar nossa conduta no mundo. Nos desgarramos da experiência de tal maneira que acabamos matando a memória.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fim das contas esse passado era realmente questionável. Não vou citar os exemplos clássicos que envolvem as guerras, questões ecológicas e outras tantas querelas que nossos antepassados acabaram por engendrar enquanto eram guiados pela "inquestionável razão humana". Vou expor uma situação que até 50 anos atrás era praticamente impossível de se presenciar e que hoje é realmente muito comum na realidade cotidiana de qualquer família normal: as brigas entre pais e filhos. Não que pais não brigassem com filhos anteriormente, mas a grande mudança que pode ser vista ai, é a abertura de uma segunda via, ou seja, os filhos brigando com os pais. Nesse caso os pais - entendidos aqui como a voz da experiência, detentores da sabedoria concedida pelo tempo - já não são mais ouvidos como outrora, de fato, essa autoridade é corriqueiramente contestada pelos filhos que não conseguem ver elementos nessas experiências passadas de seus pais para guiar a sua própria existência nesse mundo atual. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A tradição é quebrada e a pós-modernidade é a grande responsável por dar voz e estimular uma busca no presente por elementos que darão sentido a vida do indivíduo. De maneira resumida, negamos a herança que nos é dada em nome de um trabalho muito mais complexo, a construção da nossa própria herança. De certa forma podemos dizer então que a pós-modernidade trocou aquilo que era imposição por liberdade. Mas qual o preço que pagamos por essa troca?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se todos construímos nossa herança no presente, cadê o passado? A memória - aqui entendida como a relação subjetiva do indivíduo com um determinado passado, seja pessoal ou coletivo - se perde em lugares específicos, fora do indivíduo. Aquilo que antes era do plano das idéias passa agora ao plano prático, a única coisa que nos prende ao passado são esses lugares específicos, esses monumentos, museus, praças, parques, nomes de rua, datas comemorativas; que sempre retornam para nos lembrar que partilhamos algo uns com os outros. O que antes habitava no âmago das pessoas hoje é largado no meio da rua, deitada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;morta.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A memória morreu e os homens não prestaram nem um minuto sequer de luto. Logo depois de sua morte quiseram por a assassina em seu lugar e esta aceitou de muito bom grado, afinal, com ela não há espaços para sentimentos, subjetividades e particularismos. A história é uma assassina implacável. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que Deus salve o passado do jugo cruel da história e dos seus historiadores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Rafael Cunha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2760389128121613828?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2760389128121613828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2760389128121613828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2760389128121613828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2760389128121613828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/06/aceleracao-do-tempo.html' title=''/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6725385668966087192</id><published>2010-04-19T22:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T23:08:00.106-07:00</updated><title type='text'>Aos meus heróis. [Provavelmente um único número]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Um ídolo.Definitivamente não haverão citações que possam servir como título ao que escreverei a seguir, mas uma coisa é certa e indubitável, se trata de um ídolo. Não tenho certeza se conseguirei expressar todos os meus sentimentos com as palavras. Padeço do mal do pós-modernismo, ou seja, acredito que a vida é constituida de discursos que são montados com base em outros discursos, tudo baseado na escrita e na fala e como a Cássia Eller costuma dizer: "Palavras, apenas palavras pequenas". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Certamente a dor não é um discurso e há muito tempo eu desisti de tentar compreenda-la dentro de um sistema explicativo lógico. Resolvi seguir aquele velho ditado que diz: "o que não tem remédio, remediado está". Uma pena essa retórica não ser tão verdadeira quanto parece, talvez pudesse salvar muitas vidas, inclusive a do meu herói. De repente me sinto tentado a mudar a escrita da história e mudando-a poderia quem sabe escrever uma nova história que não fosse tão esmigalhada, tão dolorosa pra ele. Acredito que temos interferência relevante sobre a passagem do tempo e o relacionamento do homem com esse próprio tempo dentro de um determinado espaço, mas infelizmente não há abstração suficiente no pós-modernismo capaz de voltar o tempo e fazerem as coisas mudarem por completo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Agimos no presente, mas essa história-problema é sempre pautada no passado. O que fazer? Preservar o discurso e torná-lo tangível, da mesma forma que você sobe aquelas escadas de pedra numa quinta-feira de verão, num centro da cidade fervilhando de calor e a história te recebe com um sorriso estampado no rosto. O conhecimento com certeza se manifesta de diferentes formas, mas o carinho e o gosto pela sala de aula são sem dúvidas os mais importantes deles todos. Um mestre com todas as letras, no ensino e na pesquisa, praticamente a institucionalização do conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu tentei por muito tempo ser minimamente como ele, decorei discursos e acreditei neles todos, seguindo-o por todas as aulas e tentando muito mais do que simplesmente aprender, tentando entender. Mas nunca entendi e desconfio que jamais serei capaz de entender o segredo desses super-poderes. Pautados na ética, provavelmente. Como eu ouvi o que era essa tal de ética e como eu ouvi que nós, os historiadores e professores deveríamos nos comprometer com a reflexão dessa ética na sociedade contemporânea. Mais do que um herói, ele é um formador de heróis, que faram dentro das salas de aulas, as ações nobres dignas apenas dos mais poderoros super-heróis. Um homem que ensina a salvar vidas jamais deveria morrer, deveria ser imortalizado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Um exemplo de superação, tanto dentro da história como dentro de sala de aula. Uma vida dedicada a história e a formação de novos historiadores que manterão a história viva pelas próximas gerações. e tentaram torna-lá mais responsável socialemente. Formando seres humanos, que sejam menos seres e mais humanos. A ética ultrapassa a razão, assim como eu gostaria de acreditar que a abstração do discurso pudesse ultrapassar a verdade concreta, mas não pode. Infelizmente meu Herói hoje já não se faz mais presente em minha vida. Nunca pensei que fosse sentir tanto a perda de alguém relativamente distante da minha realidade, mas muito próximo do meu imaginário. Gostaria de acrescentar que eu ainda gostaria de fazê-lo saber que mudou minha vida, minha visão de história e principalmente meus sonhos a respeito da licenciatura de uma maneira tão plena e cheia de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A mim, você mostrou que é possível os sonhos se tornarem realidade dentro dessa abstração que se configura a história. O objeto que analisamos é abstrato, mas a mudança que o ensino desse promove é bem real. Obrigado por me mostrar que ainda existem pessoas que valem a pena no mundo, obrigado principalmente por ajudar a formar mais uma pessoa que procura valer a pena nesse nosso mundo cruel, tão cruel, que está fazendo de tudo para nos privar do seu brilhantismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A você, toda a minha admiração e minhas sinceras palavras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6725385668966087192?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6725385668966087192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6725385668966087192' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6725385668966087192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6725385668966087192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/04/aos-meus-herois-provavelmente-um-unico.html' title='Aos meus heróis. [Provavelmente um único número]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6376632582505387566</id><published>2010-03-26T20:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T17:39:24.517-07:00</updated><title type='text'>Aos amigos [V].</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Que Deus perdoe essas pessoas ruins.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;_&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O que é a ética? O certo existe? É realmente tudo uma questão de ponto de vista? Perguntas para as quais penso jamais alguém obterá consenso nas respostas. Podemos começar pensando diferente então, até onde vai o limite das minhas atitudes para com o próximo? Essa já é uma pergunta mais palpável que nos ajudará a estabelecer um pequeno paradigma, senão sobre a ética, mas pelo menos em relação a verdade. Kant disse em meados do século XVIII que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;deveriamos&lt;/span&gt; fazer da nossa conduta algo que servisse como estímulo a uma lei universal que conduzisse a todos ao mesmo caráter. Vou além, e peço desculpas pelo emaranhado horroroso de palavras que irão se suceder ao longo desse texto, achando que Kant não viveu o tempo do individualismo burguês, tendo vivido ainda numa sociedade pré-revolucionária e fazendo uma filosofia iluminista, esse grande pensador desconsiderou - ou não conheceu, o que constituem coisas bem distintas - o individualismo inerante ao regime em que os homens vivem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Acredito muito que o ditado - farinha pouca, meu pirão primeiro - seja pós-revolucionário. Assim como em Kant e suas idéias, utópicas, sendo assim consideradas por justamente já não se alinharem com nosso tempo presente, não tomavam conhecimento do tipo de homem que estava surgindo a partir dessa nova sociedade. Surgimos nós, belos, fomorsos e incapazes de abrirmos mão de um pouco da nossa liberdade pelo bem-comum da segurança, da paz e da igualdade. Começamos a pensar e pensando vimos que de nada adianta eu abrir mão da minha liberdade se o outro também não fizer, e de quem vai obrigar o outro a faze-lo? Ninguém, isso por que nem Kant - em sua décima proposição - acreditava ser póssível a existência de um representante consensual dos cidadãos dessa sua proprosta de sociedade. Afinal, mesmo não conhecendo o individualismo, Kant sabia muito bem o que era a gânancia, o ódio e principalmente a cede que os seres humanos tem pelo poder. Kant só não soube o que era sexo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Voltaire no seu Cândido propõe que cada um deva pensar menos e cuidar mais do seu jardim. Apesar de alguns anos - uns poucos 300 - separando o Rafael do Cândido, eu acredito muito nessa teoria de que nós temos que trabalhar por esse mundo mais justo e não adianta ficarmos parados envoltos em pensamentos sobre um meio ideal, até por que a despeito do brilhantismo de platão e dos outros metafísicos, a metafísica nunca resolveu coisa alguma. O otimismo é metafísico, na medida em que pressupõe sempre uma mudança do estado real em que vivemos para um outro, distinto, abstrato e constituído de uma outra realidade. Diria na verdade que o otimismo é a tentativa fracassada da concretização desse meio metafísico. Por que vejam vocês, o otimista sempre acha que as coisas vão o melhor possível e na verdade sempre acaba constatando na empiria que as coisas sempre podem melhorar a partir da sua ação nas coisas que o cercam e não a partir da sua postura com relação ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O pensamento nunca definirá o mundo, na bem da verdade esse campo é tão abstrato que nelenão existe maldade. Só há as boas intenções, ninguém se percebe como uma pessoa má, é por isso então que existe a justiça que julga e pune os culpados. É no campo da ação que a maldade está contida, as palavras são servas do homem na medida em que este as usa para manipular o mundo a sua volta. Já suas ações tornam o homem servo. Essa servidão consiste justamente no fato de que os atos não conseguem manipular as pessoas, logo não estão a serviço do homem, mas sim, muitas vezes contra ele. De certa forma as pessoas deveriam falar mais pelos atos e menos com palavras, o mundo seria um lugar mais sincero.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A maldade é algo sem forma, sem cor e sem brilho. Ser mal não é bonito. O bonito mesmo é sofrer - como na música do Los Hermanos, que diz algo parecido com "então tá tudo bem se eu sofri um pouco mais" - justamente pela maldade incosciênte do outro. Basta olhar na rua as pessoas reclamando, você realmente vê alguém contando uma história pra outra pessoa assumindo a total culpa por um erro cometido? O máximo que conseguímos são aqueles falsos humildes que aceitam dividir a culpa das suas ações com alguma outra pessoa. Todos apoiando-se em platonismos do tipo: quando um não quer dois não brigam e coisas desse gênero. Isso é uma grande mentira, não existem indivíduos passivos nesse mundo. Como diriam os físicos, como Newton, em suas leis elementares: toda ação tem uma reação. Logo se me fere com ferro, com ferro serás ferido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Esperar que o outro perceba seu erro é algo difícil, o que dizer então quando o outro encontra-se no auge da felicidade que essas más atitudes lhe proveram? O sofrimento dos outros nos parece intangível enquanto estamos felizes, não parecemos perceber que há realmente a existência de uma categoria chamada maldade. A felicidade, a vitória sobre o outro, são coisas que nos afastam do julgamento justo sobre nossos atos. Tudo parece certo quando se trata da nossa felicidade. Afinal certo e errado são categorias abstratas, falíveis como o homem, como tudo que eu disse até agora. Sendo tudo relativo, não há maldade, não há erro. Todos os discursos são passíveis de estarem certos, tudo tem uma razão, a nossa razão. A maravilha da pós-modernidade, nos tirou todo limite que poderia nos separar da máxima potencialização do amor e da amizade. Nos separou também da ética, do respeito ao próximo e da compaixão com o sofrimento alheio, mas quem se importa, afinal pra ser feliz nesses tempos vale tudo!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu finalmente entendi qual a razão da religão no mundo atual, nós realmente precisamos acreditar que essas pessoas pagarão por toda maldade e sofrimento perpetrados pela sua conduta, que uma força maior que nós mesmos as ensinrá que existe o bem e o mal, o certo e o errado, o justo e o desonesto. Mas afinal, mesmo depois de tudo isso posto, ainda assim eu peço que Deus perdoe essas pessoas ruins, pois elas pecam e não sabem nem por que. No fim das contas a ignorância pode realmente ser uma benção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6376632582505387566?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6376632582505387566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6376632582505387566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6376632582505387566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6376632582505387566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/03/aos-amigos-v.html' title='Aos amigos [V].'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-3771336607926149321</id><published>2010-03-09T19:47:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:32:04.588-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aos amigos'/><title type='text'>Aos amigos. [IV]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O mito da incorruptibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Quando eu era mais novo - e podem apostar que não faz tanto tempo assim - eu tive meu primeiro contato com uma figura de destaque da história contemporânea. Trata-se de nada mais nada menos que Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, líder jacobino no período da revolução francesa, tido por muitos como o grande herói dos ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. É engraçado voltar a tratar desse tema, desse mesmo personagem, algum tempo após minha última abordagem, há mais de um ano atrás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Na primeira vez em que me preocupei com o mito robespierre e seu impacto no imaginário das pessoas, buscava tentar entender por qual liberdade ele lutava, quem ele julgava merecedor da igualdade e principalmente que tipo de fraternidade baseada na guilhotina ele galgava. Hoje meus questionamentos trasncendem, e muito, o campo da história. O que se segue aqui, meus caros, é totalmente o inverso das minhas tenativas anteriores. Ao invés de tentar entender os fins que moviam Robespierre, eu farei o que todo bom historiador - ou pseudo-historiador - deve fazer de melhor, julgar os meios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Certa vez ainda nos áureos tempos do vestibular, conversando com minha mãe, comentei sobre esse sujeito francês que nos trouxe à maravilha de mundo em que viviamos hoje. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Robespierre; um conjunto que era indissolúvel. Talvez os ideais dele tivessem sido um pouco deturpados com o tempo, é verdade, mas ainda assim o que viviamos hoje era muito melhor do que o mundo poderia ter sido caso a Revolução Francesa não tivesse sido influenciada pelos ideais jacobinos. Até ai moram afirmações irrefutáveis. O que eu não contava nesse pequeno monólogo era com a sábia interrupção da voz da experiência, ao responder-me com a seguinte frase sobre o fato da incorruptibilidade de Robespierre: - Meu filho, todo mundo tem um preço. Obviamente ele não, o que aquela leiga poderia saber sobre um símbolo revolucionário?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O tempo mostra o valor de cada um e com o Robespierre não foi diferente. Eu tenho pena dele, por que ele nunca pode realmente se defender diante de mim. Mas diante dos fatos não há argumentos. A crueldade de Robespierre contra os inimigos é justificada sobre o lema: façamos tudo pela revolução. Quem for contrário a tudo que seja novo, que morra degolado. Até ai, no mundo de hoje, parece tudo muito justo. Poderia citar uma dezena de pequenas citações que nos dizem que "os fins justificam os meios", como diria maquiavel e tantos outros antes e depois dele. O código de hamurabi: Olho por olho, dente por dente. (Uma grande pena Gandhi não ter nascido nessa época)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas e quando os meios ultrapassam os fins? Esse é o tipo de ataque que Robespierre nunca considerou relevante. Nenhuma outra hipótese era válida senão aquela verdade tácita, logicamente implícita nos ideais revolucionários. No entanto é justamente esse tipo de abordagem que usarão aqueles que atacam a imagem intacta de herói da revolução. Não precisa ser nenhum gênio pra perceber que o contrário de fraternidade é justamente violência, e que algo muito diferente de igualdade é a ascensão de uma figura única como líder, herói do povo e dos direitos civis e por fim, mas não menos importante, ninguém há de negar que liberdade e repressão não combinam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O que dizer então da traição? Sim, os fins justificam os meios. A partir dessa lógica matam-se os inimigos e traiem-se os aliados. Não foi diferente com Danton, um grande amigo de robespierre e um dos principais líderes da revolução, que acaba sendo morto na guilhotina, paradoxalmente acusado do mesmo crime que combatera durante toda sua vida. O preço de Danton fora estabelecido sem que nem mesmo ele fosse consultado; acusado de enriquecer às custas da revolução. A doce incorruptibilidade nos brinda com um grande exemplo de como ela é: falsa. O preço de alguém nunca é marcado por outra pessoa e sim por nós mesmos, a grande diferença entre Robespierre e Danton é que o primeiro, sem perceber, tornou-se incorruptível justamente por ter se vendido à revolução, já o segundo, vendeu-se à ti, Robespierre. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Escrito por um Danton cansado da incorrupitibilidade vazia de um Robespierre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-3771336607926149321?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/3771336607926149321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=3771336607926149321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/3771336607926149321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/3771336607926149321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/03/aos-amigos.html' title='Aos amigos. [IV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2117284457421404274</id><published>2010-02-26T14:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:31:47.997-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XVI]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;A ditadura do homossexualismo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Primeiramente eu gostaria de deixar claro que &lt;strong&gt;não &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;sou homofóbico e muito menos odeio os gays e lésbicas do mundo. O problema é bem maior e acho que cada dia mais fechamos nossos olhos pro que está acontecendo dentro da nossa própria sociedade. Sim, eu assisto o big brother e penso que o programa é um dos grandes meios de propôr debates importantes sobre temas polêmicos, no caso dessa edição a homofobia vem sendo a tecla da vez. De um lado temos o lutador Marcelo Dourado, com sua fama de mal rapaz, acusado por uma parcela do público de ser uma pessoa homofóbica e de outro temos - ou tinhamos, até a saída da angélica - a trinca de ferro, encabeçada principalmente pelo maquiador Dicesar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Curioso notar a visão das pessoas dentro do big brother. A começar pelo próprio jogo, no começo do programa sem nenhuma base para afirmar quem seria forte ou fraco, as pessoas já consideravam alguns candidatos favoritos ao prêmio, preciso dizer realmente de quem se tratava? No primeiro ou no segundo paredão, em que a helenita disputou com outros dois participantes, eu lembro que tanto, quanto o dicesar falavam da força dela com o movimento gay e que por conseguinte ela não sairia. Uma outra demonstração da crença na força, foi exibida nesse último paredão entre Angélica, Dourado e Dicesar, onde o maquiador proferiu as seguintes palavras: "eu quero ver agora, um apredão com dois entendidos, como ele - dourado - irá se sair".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como todos que assistem o programa sabem, o resumo da história foi que, para surpresa de todos, dourado superou angélica no paredão e permaneceu mais uma semana na casa. O que eu chamo atenção aqui e gostaria que as pessoas prestassem atenção é que, se por acaso as palavras do dourado contém resquícios de preconceito, os trechos acima citados pelo próprio dicesar também podem ser igualmente interpretados como preconceito e dos grandes. Particularmente nunca vi - e olha que sou telespectador assíduo e confesso do programa - o lutador faltar com respeito a nenhum dos homossexuais da casa, pelo contrário, todo preconceito (lembrando aqui da morfologia da palavra Preconceito, que significa um conceito formado "a priori", ou seja, algo formulado antes mesmo de se conhecer a pessoa) que fui capaz de identificar foi para com os moradores da casa com o lutador. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Logo no começo, todos trataram de esteriotipar Marcelo Dourado como um cara problemático, turrão, briguento e principalmente, homofóbico. Gostaria aqui de tocar num dos pontos mais importantes do meu argumento, ninguém é obrigado a gostar de falar sobre detalhes íntimos entre dois homens, ninguém é obrigado a acreditar que tem uma diva dentro de sí e tantas outras coisas que jamais constituirão o que seja "respeitar as diferenças". Há uma grande diferença entre respeitar e simpatizar e acredito que isso seja um dos pontos louvaveis da conduta do lutador dentro do programa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Tudo que todos queremos é a igualdade de direitos e o respeito mútuo entre as pessoas. Mas é engraçado que essa igualdade professada por alguns BBB's se apoie justamente no fato da existência de uma diferença. É no mínimo curioso que pra algumas coisas, como ganhar uma bolada de 1 milhão e meio, certas pessoas façam parte de uma minoria que é diferente e incompreendida por parte da sociedade, mas pra algumas outras coisas tudo que eles querem é a igualdade de direitos, tudo o que eles querem é integrarem-se a sociedade. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ainda no tocante as frases e a conduta de dourado, há algo que merece ser destacado. Certa vez o lutador ouviu da dentista Fernanda que serginho era muito sensível e tinha que ser tratado como uma mulher. Ao passo que o lutador respondeu - brilhantemente na minha opinião - que de onde ele vinha homem era homem e mulher era mulher. De fato perante a entidade máxima, a lei, o homem é reconhecido como homem independente da opção sexual dele e o mesmo vale para as mulheres. O que incomoda a quem escreve esse texto é que as pessoas usam e se aproveitam de coisas fúteis, como a opção sexual, para tirar vantagem de certas situações. É o que um famoso sociólogo chamado Todorov fala no seu livro, amor líquido, cada vez mais vemos uma sociedade pautada numa espécie de "síndrome da vítima", aonde obtém a maior vantagem quem consegue por mais tempo se manter no papel do pobre coitado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nenhum grupo merece ser considerado melhor ou diferente de nenhum outro, independente de cor, raça, religião ou opção sexual. Simplesmente por que a igualdade consiste, obrigatoriamente, em todos sermos iguais perante aos olhos de todos. Escrevo isso em repúdio a conduta de alguns BBB's, os quais pensam que ganharão o jogo por serem mais ou menos vítimas do mundo. Aproveito pra elogiar a atitude do lutador Marcelo Dourado, que nos mostra que independente de não conseguir gostar certas práticas referentes ao outro, pode-se muito bem respeitar e tolerar as diferenças, para que assim e só assim, alcançemos uma igualdade de condições que reflita no aumento do respeito múto entre todos os cidadãos, independente de cor, religião, time de futebol ou opção sexual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2117284457421404274?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2117284457421404274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2117284457421404274' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2117284457421404274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2117284457421404274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/02/leituras-sobre-sociedade-xvi.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XVI]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6565277000849096805</id><published>2010-02-17T19:18:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:31:40.976-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O universitário'/><title type='text'>O universitário. [II]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;O ponto de vista muda o quadro todo, será?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sinto algo influenciar meu julgamento pessoal e minhas reflexões acerca do mundo. Cada vez menos sou capaz de ver através dos meus próprios olhos. A humildade e a pobreza de crítica moram dentro de algo que nos é comum hoje em dia, o perspectivismo. Levando a análise até a última consequência, perpectivismo significa tentar entender determinado acontecimento, situação ou qualquer outro tipo de fato ou objeto, a partir do ponto de vista de uma outra pessoa ou de um outro ser. É tentar entender o outro no seu próprio pensamento, e não mais no nosso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Por algum tempo eu pensei que esse fosse o certo a fazer, não só nos meus trabalhos como estudante de história mas na vida como um todo, ensinar aos alunos como o ponto de vista do outro importa quando o assunto é propriamente o outro ou algo que esteja diretamente ligado a ele. Aceitei esse discursso, assim como tantos outros, sem muita resistência. É engraçado como as vezes as pessoas compram certas idéias com mais facilidade do que outras, provavelmente essa seja a causa da grande querela entre pensadores ao longo de toda história, simpatia pelas idéias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Isso tudo é bem bonito, e todos vão pensar que seja mesmo. Entender a diversidade através da pluralidade de olhares. Não determinar que seus próprios olhos sejam os mais apropriados para entender o outro dentro da sua própria particularidade. E como definir a fronteira entre o que nossos olhos devem e não devem ver? Eu simplesmente achei que meus olhos já não eram capazes de entender o mundo. Decidi então tornar-me uma espécie de quebra-cabeças de perspectivas. Busquei - e ainda busco - procurar entender todas as situações sobre o ponto de vista do outro, fui fazendo isso de uma forma praticamente imperceptível. É uma espécie de vício ingrato, uma vez que você se dá a liberdade de pensar que uma cadeira não é uma cadeira, será dificil transforma-la numa cadeira novamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O velho debate do significado das coisas. Mas agora presente e afetando meu dia-a-dia, de certa forma - como diria shakespeare em algum ato de Romeu e Julieta - ser ou não ser passou de uma frase de fotolog de algumas amigas minhas, para o ponto central da minha vida. Deve ser por isso que Sartre escreveu o livro "O ser e o nada", apesar de nunca ter lido, o título me parece muito adequado a situação que descreverei a seguir. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;No final de algum tempo de olhares cheios de outros olhos que não os meus, parei diante do espelho do elevador do meu prédio essa noite e por um momento fui incapaz de formar uma imagem de mim mesmo. Por alguns instantes eu esqueci quem eu era e me perdi nos olhos castanhos do outro. Eles nunca pareceram tão profundos e assustadores. Senti meu ser reduzido ao nada. As muitas perspectivas que adquiri ao longo do tempo, ao contrário do que eu pensei, não faziam parte de mim, mas me substituiam. Duas coisas bem distintas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Cheguei a conclusão de que o vazio é bem pior do que nós mesmos. Provavelmente seja essa a diferença entre o ser e o não ser. A diferença entre o seu olhar e o olhar alheio. Mas afinal, a questão mais pertinente então seria: o ser ou o nada? Tentei tantas vezes aprimorar meu olhar diante do mundo que as vezes me pergunto se ainda sou eu mesmo, ou apenas o reflexo do mundo que vejo e ouço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6565277000849096805?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6565277000849096805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6565277000849096805' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6565277000849096805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6565277000849096805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/02/o-universitario-ii.html' title='O universitário. [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6919477526384419833</id><published>2010-01-26T20:04:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:31:34.574-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aos amigos'/><title type='text'>Aos amigos. [III]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ódio. Você que nunca soube odiar ninguém não vive nesse mundo, nem em qualquer outro. Eu ensinei a você tudo que poderia e deveria saber sobre esse assunto. O mundo é composto de oposições elementares, pra te ensinar a amar, eu deveria te ensinar a odiar, parecia tão óbvio. Você sempre foi tão bom, que sempre se negou a odiar qualquer coisa que fosse. Como você julgava essa palavra mesmo? Forte, né? Foi tão admirável encontrar um amigo que não quisesse aprender a amar ao próximo com medo de ter que notar que o ódio existe, e que ele está sempre entre nós. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O exemplo da comida explicará o que eu quero dizer com isso. Você tem que comer e isso não é passível de contestação, logo para escolher o que você come, dividir-se-ão os alimentos em pelo menos dois grupos distintos: os que gostamos e os que não gostamos. Por que se, por exemplo, só houvessem bananas pra comer, todos os dias, não teriamos a necessidade de agrupar as bananas, e por conseguinte não existiria gostar e desgostar. Ou seja, só gostamos de algo por que há sempre algo que não gostamos. Até ai nada de muito novo, nada que Levi-Strauss no meio de um bando de índios não pudesse ter notado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Você que nunca gostou muito dessas frescuras francesas, a excessão da língua talvez, preferiu não prestar atenção nas aulas de antropologia que eu insistia em te dar, parecia preferir bem mais as de filosofia, ou melhor, você nunca gostou muito de estar no papel do aluno. Sempre preferiu ensinar, e por momento algum tive dúvidas de que seu destino estaria desligado da educação ou da arte. É bonito ver sua desenvoltura com as pessoas, sempre popular e sempre sorrindo, seria talvez por isso que julgava-se incapaz de odiar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nunca pareceu muito humano, os cabelos pareciam sempre de mal com ele. Será que poderia odia-los? Talvez a dor fosse algo que o aproximava mais de mim, mas nunca soube identificar muito bem. Achava que isso poderia ser uma saída para ensinar-te a odiar, mas assim como o Candido de Voltaire, tu sempre estivestes disposto a pensar que vivemos no melhor dos mundos e que as coisas sempre estão o melhor possível. Acredito que nem quando a sua Cunegunges estava sofrendo, tu duvidaste por um minuto desse teu preceito. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;De fato o ódio não o ajudaria nessa situação, uma vez que inês - ou Cunegunges - era morta, o que haveria de ser feito, perguntavas a mim. A resposta eu jamais saberia, estava ocupado demais tentando ensina-lo através do ódio, o valor do amor. De certa forma, tua ignorância - que perdura até os dias de hoje - nos assuntos do coração, acabaram te salvando de coisas muito ruins. Finalmente, consegui ensinar-te a amar ao próximo assim como odiamos a quem nos tem odiado. Não havia percebido que a construção da retórica era falha, em algum ponto., você não não foi capaz de assimilar muito bem o que era ódio e o que era amor. Como professor e educador, confesso que falhei.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como amigo, acreditado ter tido êxito de nunca, por um segundo sequer, ter desistido de ti. É uma pena que isso tudo tenha sido em vão, por que eu, como professor e amigo, dei o meu melhor para tentar ensinar-te o valor do amor e tudo que consegui, por enquanto, foi imputar-lhe a existência do ódio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Dedicado ao meu amigo, Pedro Luis Carneiro e a tudo que todos esses anos de amizade e principalmente irmandade, nos trouxeram.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;-&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; Rafael Cunha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6919477526384419833?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6919477526384419833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6919477526384419833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6919477526384419833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6919477526384419833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2010/01/aos-amigos-iii.html' title='Aos amigos. [III]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-8199446001894465210</id><published>2009-12-23T19:45:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T20:31:27.575-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XV]</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;"(...)I can't get no satisfaction(...)"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O título é auto-descritivo e deveria dispensar o texto em sí, em todo caso, como não me incluo dentro daqueles que não conseguem ser saciados, me forço a escrever sobre essas coisas as 2 da manha depois de um dia cheio de trabalho. Por mais longe que cheguemos ou por mais coisas que consigamos fazer, nunca será o suficiente, pelo menos não pra nós mesmos. Penso nisso olhando pra mim mesmo, profissionalmente falando, quando eu estava na escola queria entrar pra faculdade e achava que minha vida se completaria com isso, uma vez na faculdade minha nova meta foi ser bolsista de iniciação científica do CNPq, uma vez que mais uma meta foi atingida, logo tratei de traçar outra meta, ser aprovado no mestrado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Ainda não era suficiente, eu queria mais - que mal há em querer? - e tracei pra mim mesmo que queria ganhar uma bolsa no meu mestrado, o que faria minha vida muito mais feliz. Consegui a bolsa e vi que, na bem da verdade, teria que continuar a dar aulas pra ganhar dinheiro, sempre o maldito do dinheiro! Uma vez concluído o mestrado, sendo uma pessoa mais sensata, olho pra trás. Um historiador olhando pra trás, uma redundância a qual poucos se permitem. Vejo então que nada do que eu fiz até agora valerá a pena se não conseguir chegar ao final do caminho, caminho esse que pensei estar perto do fim, mas na verdade percebo que mal cheguei na metade. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Rapidamente estabeleço outra meta, França - Université de Paris, vulga Sorbonne - e um doutorado à vista. Me mato de trabalhar pra juntar dinheiro, e acabo sendo aprovado no doutorado da UFRJ. Dois anos depois, na hora de escrever a tese, com o dinheiro acumulado viajo para a frança e concluo meu doutorado por lá. Hoje em dia penso que esse seria o meu final feliz, mas com certeza como esse é um exercício hipotético e como bom ser humano que sou, eu não estaria satisfeito com isso. Viria toda uma rotina de concursos para instuições de ensino superior, concorrência apenas entre os melhores. De certo que hoje em dia estar entre os melhores já me é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas no futuro não será. Estudei bastante, dei aulas em faculdades menores onde o trabalho era até bem remunerado mais a atividade de pesquisa era desistimulante, até o grande momento. O momento em que o círculo teria fim, a instituição aonde eu havia entrado 15 anos antes como aluno agora estava à a procura de um novo professor de história contemporânea. Seria minha chance, minha chance de provar à tudo e a todos que tudo que fiz até esse momento. Os anos de estudo, o sufoco financeiro, os concursos, a concorrência, o cansaço e tudo mais, teriam um resultado. Finalmente, a chance de provar à todos que não fiz história&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; por que era fácil no vestibular e que não sou um historiador amargurado e fracassado havia chegado, pensando bem, eu tinha muito que entrar pra essa elite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O senso-comum que eu tanto havia desprezado por anos a fio, agora se dobraria diante dos meus joelhos. Não bastou a graduação, não bastou o mestrado, não bastou o Doutorado, não bastou ter vivido na França, não bastou falar 4 línguas, não bastou falar Latim, não bastou ser professor de faculdades menores. Esse cargo deveria ser meu, estava com meu nome escrito. Prof. Dr. Rafael da Cunha Duarte Francisco. Soava muito bem, não é mesmo? Pularei a parte chata sobre o concurso, e passarei logo a como eu fui aprovado e consegui tudo o que eu queria, finalmente havia me tornado tudo aquilo que eu sempre persegui...&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br 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repudiamos é o que mais nos atrai, pense nisso.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-8199446001894465210?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/8199446001894465210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=8199446001894465210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8199446001894465210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8199446001894465210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/12/leituras-sobre-sociedade.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1258721510152525216</id><published>2009-12-05T16:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:09:00.469-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aos amigos'/><title type='text'>Aos amigos [II]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;Dedico esse texto a um estimado amigo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Das leituras de Niezstche e Levinas tirei algumas boas impressões sobre a vida, mesmo confessando que não entendo muito bem as razões desses dois filósofos, acredito que sigam uma mesma linha ao afirmarem quase a mesma coisa: a vida é uma merda. Antes que digam: Sim, isso é questionável em duas vias - a primeira ponto a indagação seria a respeito da própria afirmação, isso certamente não é uma verdade, e a segunda segueria a primeira na medida em que, entender isso apartir dessas obras é muito mais uma questão de interpretação do que de verdade tácita. Afinal, mais na moda do que citar coisas que não sabemos nem de onde vem, é criticar a sociedade em que vivemos sem ter nenhum argumento menos egoísta do que nossa própria e pobre experiência pessoal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Como escreveu Walter Benjamin pouco antes de se matar, o ser humano vive um tempo em que suas experiências são incapazes de lhe proporcionarem instrumentos para que ele lide com esse tempo novo que hoje o presente se constituiu (isso não é uma citação, na verdade é uma rápida digressão sobre o argumento do autor). Esse pensamento não é novo, ele surge na grécia antiga com Heráclito que entende que "tudo muda o tempo todo". A extensão desse argumento nos é muito útil para nos perguntarmos: será que minhas experiências são capazes de me mostrar o verdadeiro valor da vida ou dos sonhos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Não, lógico que não. Partindo da premissa de que tudo muda o tempo todo, jamais o passado poderá ser a base do presente ou do futuro. Ouvir isso de um estudante de história deve ser chocante, o passado e a memória tem suas funções na vida, mas certamente uma delas NÃO é ser a mestra da vida. A produção de uma identidade é logicamente importante - individual e coletivamente -, mas "quem eu sou" jamais deve ser confudido com "como eu estou". Analisando ser e estar, veremos que apesar de serem as bases das principais linguas no mundo - no inglês representados pelo mesmo verbo (to be) e no francês sendo os verbos presentes em toda construção temporal do passado (être e avoir) -, são estados de espírito totalmente distintos. Fundir ambos é como tentar admitir que Aristóteles e Platão - caso fossem contemporâneos -, sairiam para jantar num belo restaurante francês e terminaram concordando em escreverm um artigo juntos sobre um regime político que não fosse nem tanto a democracia de Platão e nem tanto a aristocracia aristotélica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Logo, a conclusão que se pode chegar de tudo isso, é que ser/estar é uma das dicotomias que devem determinar a conduta de um ser humano, assim como democracia/aristocracia, ser/estar são estados de espírito que não podem ser complementares. Ou se está, ou se é. O ser pressupõe um caráter definitivo enquanto o estar é algo bem mais leve, pressupondo a possibilidade de uma mudança. A única conclusão que podemos chegar de tudo isso é que realmente como diz o ditado popular: a vida é aquilo que fazemos dela, ou pelo menos o que escolhemos fazer com ela.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Se Shakespeare disse: ser ou não ser, eis a questão; eu acredito que seja mais apropriado questiornar-se; ser ou estar, eis a questão. Certamente a vida é feita de escolhas, como muitos dizem, e fazendo um adendo a essa prerrogativa, eu diria que essa escolha entre ser e estar, citada acima, é a base de como se enxergar a vida por um novo ângulo, que não te fade a dor eterna das suas próprias experiências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;- Rafael Cunha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1258721510152525216?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1258721510152525216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1258721510152525216' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1258721510152525216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1258721510152525216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/12/aos-amigos-i.html' title='Aos amigos [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6561554678089620313</id><published>2009-10-27T19:22:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:07:16.533-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é o amor? [VII]</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;No dia em que fui mais feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Que fique claro, não acredito nem um pouco na força da razão humana. Acho que existem muitas coisas das quais ela ainda não e nem tão pouco será capaz de dar conta, uma delas com toda certeza é o amor. Sentimento que toma nossos pensamentos como se as vezes fosse o único motivo da nossa existência, pra alguns, amar é instinto e ócio, pra mim, é loucura e medo. Hoje eu sou feliz e muito bem comigo mesmo. Acredite, não é uma questão de compensar frustração com falsa alegria, eu inclusive nunca pensei que pudesse estar com uma vida tão boa, ao lado de uma mulher tão linda, inteligente, companheira e amiga, sim, a melhor de todas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no meio de todo mundo, veio aquela mulher de flor na cabeça e camisa do flamengo, me encantou, delirou, a próxima rima se faz óbvia não? Me apaixonou. Você é a prova de que a lógica e a razão não se aplicam ao amor, vencendo com seu jeitinho que nem duzentos textos desses seriam capazes de descrever, meu coração de pedra calejado de tantas feridas. Com você eu aprendi a perdoar e a entender as limitações de cada pessoa, perdoei principalmente a mim mesmo, e me permeti amar, te amar. Aliás isso deveria realmente requerer uma permissão divina. Até hoje tento me lembrar da primeira vez que eu percebi que era você, não consigo, tenho a impressão - nítida - de que era você o tempo todo, desde quando eu fazia piada com todo mundo e não te conhecia, algo me dizia que eu iria te conhecer, algo dizia que eu precisava te conhecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se algumas semanas e nós conversavamos todos os dias por muitas horas, lembro que nossa primeira conversa no msn durou umas oito horas e o assunto não acabava, a partir dai os papos só ficaram mais interessantes. Você me ajudou a ter a fé renovada em Deus e a acreditar nas pessoas, rápido e rasteiro, você se tornou minha religião, um grande avanço pra uma agnóstico ter uma religião em que a Deusa é representada pela figura da mulher mais bela de toda a história, literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Funes, o memorioso, quero morrer sufocado das nossas lembranças, não esquecendo de nenhuma parte dessa linda estória que estamos construindo, principalmente naquele momento em que o céu reuniu-se a terra, num fim de tarde, no centro da cidade em que eu cruzei pelos corredores de uma faculdade - a mesma? Só pode ter sido obra de Deus, não? É a única explicação pra benção que você significou na minha vida -, num fim de tarde ensolarado do horário de verão que era tão belo que só perdia pra beleza do seu sorriso ali parada na minha frente enquanto conversavamos as maiores trivialidades sobre a história do brasil contemporâneo. Eu só conseguia pensar em coisas idiotas pra falar como: Getúlio Vargas, clima, horário e a prova. A verdade é que eu estava nervoso e sem palavras diante daquilo que parecia ser algo perfeito demais pra ser real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tive sonhos com lugares muito bonitos - as pessoas dizem que estamos no céu quando sonhamos com essas coisas - e aquela tarde se igualou a muitos "ceus/sonhos" desses, você é meu sonho bom, e o melhor de tudo, "realzinha". Eu me senti um bobo depois que você se foi, por ficar divinizando sua figura enquanto nem te conhecia muito bem, depois reparei que já te conhecia, já sabia tudo que precisava: você tinha que estar comigo, qualquer coisa muito diferente disso soava errado demais pros meus ouvidos. Dali até nosso primeiro beijo a espera foi muita, mas era como os regimes de tempo teleológicos - a história mestra da vida - dos filosofos da história, existia uma operação que acabaria - mais cedo ou mais tarde - culminando num resultado que o tempo trataria de mostrar, antitese - eu - e sintese - você - que formariam um sentido único e eterno: NÓS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo você,&lt;br /&gt;Obrigado por maravilhosos 7 meses juntos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6561554678089620313?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6561554678089620313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6561554678089620313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6561554678089620313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6561554678089620313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/10/o-que-e-o-amor-iv.html' title='O que é o amor? [VII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2225714221763322968</id><published>2009-10-09T20:48:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.583-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XIV]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Amestrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma coisa é certa: já não se fazem mais revolucionários como antigamente.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Os recentes conflitos entre capital e trabalho - caracterizados pelos interesses da empresa privada SUPERVIA e o proletariado que utiliza os seus serviços de transporte - é um grande exemplo de como nossa cidade - e por que não dizer, nosso país - se encontra perdido no meio de um estado de caos e guerra civil que só não vê quem não quer. Os dados são tão retos e exatos quanto uma régua, morrem mais pessoas aqui do que na guerra de gaza, e é sabido que mais de 1/3 da população do grande Rio mora em favelas ou construções que não são totalmente legalizadas. Os &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PETRALHAS&lt;/span&gt; dirão que, por outro lado, houve um grande crescimento da classe média, com a inserção de diversos estamentos nesse patamar do "consumo". O que define essa classe média? E principalmente, quem está pagando a inserção dessas classes nesse patamar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Classe média - definição estruturalista pra "divisão social" - é um termo que pressupõe uma homogeneidade entre diversos setores da sociedade. Tratarmos como três grandes todos definidos por nossa renda é no mínimo reducionista demais. Dentro dessas "classes" não existem pessoas com interesses totalmente distintos? Mesmo que não econômicos; mas políticos ou culturais, que tornam impossivel dizer que somos todos parte de um grande todo. Cada vez mais a sociedade divide-se em pequenos estamentos - grupos que se apegam a uma determinada característica e segregam outros de traços diferentes, como explica Todorov -, como por exemplo o dos historiadores ou o dos negros em pról do movimento marxista. Enfim, voltando ao assunto, podemos nos perguntar mais uma vez o que define essa classe média?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;Talvez - pros nossos governantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PETRALHAS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;- seja a progressiva ignorância política da maioria desses estamentos e a estipulação de uma faixa que acabam tornando o processo de diferenciação algo imperceptivel aos mais leigos. Meus interesses não são os mesmos que os de um pequeno comerciante que vende roupas, mas no entanto - como estudante universitário -, somos caracterizados dentro dessa mesma classe, mesmo tendo níveis de instrução; intelectual, político e cultural totalmente diferentes - é provavel que ele seja mais esperto que eu, burguês safado -. Os queridos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PETRALHAS &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;dirão que cumpriram o objetivo de seu governo ao apresentar a inserção de uma boa parcela da população nessa pseudo-classe. Mas como inserir alguém em algo que não existe? Como diria Cazuza: "O nosso amor a gente inventa, pra se distrair." Até que distraem direitinho esses pseudo-vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E de bolsos saem essa renda toda que é convertida pros estamentos mais baixos da sociedade? A que custo o pequeno comerciante e o pequeno e médio empresário mantêm sua empresa? O governo cada vez mais - com uma carga ridícula de impostos - sufoca e cada vez mais limita o direito sagrado a pequena propriedade privada, para dar bolsa família e vale-gás pra todos os miseráveis. Educação que é bom, cadê? Temos esperança num povo que não se importa, nem um pouco, com seus semelhantes, afinal; não fazemos parte da mesma classe? Quer dizer que na hora que a propriedade privada é atacada, a irmandade de classes vira cada um por sí e Lula por todos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Estamos falando de empresas que geram emprego e renda e ainda honeram a maior parte dos custos de manutenção no país, enquanto que grandes multi-nacionais recebem incentivos fiscais para poderem se instalar por aqui. Essas mesmas empresas que atacam e destroem diversas pequenas empresas numa concorrência desleal e que sujeitam essa "pseudo-classe" - uma vez que eliminam as empresas nacionais de menor porte - a um mercado interno monopolizado pelo que o Gramsci chama de "concorrência baseada no custo dos salários". Viramos então - pra alegria dos marxistas - um grande exército de reserva que anda em trens lotados e quando se revolta com isso se põe a queima-los, ao invés de atacar a real causa do problema, os governantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nas palavras de Gramsci, viramos os macados amestrados que tanto Henri Ford queria como funcionários de suas fábricas. A única diferença entre nós e eles, é que somos bem mais burros e amestrados de uma forma muito melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2225714221763322968?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2225714221763322968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2225714221763322968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2225714221763322968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2225714221763322968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/10/leituras-sobre-sociedade-xii.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XIV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-190860537659711339</id><published>2009-10-03T06:09:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.583-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XIII]</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;Parabéns ao Brasil, parabéns ao Rio de Janeiro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pois é, pois é, ficou decidido ontem que o Rio de Janeiro será o centro do mundo por dois anos - de 2014 a 2016 - e fará bonito com sua hospitalidade, sorriso e generosidade para agradar aos gringos que - não me levem a mal - nos deixaram ganhar. Qualquer das cidades que concorriam com o Rio de Janeiro tinha melhor infra-estrutura. Podem-se discutir acerca dos planos para os jogos em sí - o que será bastante subjetivo - mas em todo caso o que nos levou mais uma vez a vitória, foi esse carisma do nativo, essa esperança, essa generosidade que já segundo Colombo notou, beiram a burrice. Ganhamos apelando-se para o emocional  e o estético, passando uma imagem de quem foi constantemente injustiçado nos processos seletivos pra realização dos jogos, mas será mesmo? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Eu acho que tudo é uma questão de ponto de vista - mas isso é só uma opinião particular -, mas se pensarmos com um pouco de calma, a primeira questão que faríamos seria: os jogos olímpicos poderiam acontecer na Colômbia? Uns dirão que exagero ao comparar, mas o principio é o mesmo, analisando os números friamente, veremos que são países em que acontece uma brutal guerra-civil entre facções armadas por disputas de territórios que o Estado simplesmente não alcança - choque de ordem pra uns e desordem pra outros, sr. Eduardo Paes? -, resultando dessa batalha cotidiana um saldo de mortos maior do que na guerra entre palestinos e judeus na faixa de gaza. Mas em todo caso somos gentis, sorridentes, generosos e principalmente - coisa que Colombo não notou - malandros. E foi com essas características - sim, essas mesmas - que construímos esse país sério no qual nós vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Os nativos - nós - comemoraram nos quatro cantos da cidade. Foi como ganhar uma medalha de ouro em badminton, ou quando o Guga foi campeão de Rolland Garros, o brasileiro vibrou, pulou, cantou e nem sabia direito por que. Por que o brasileiro médio não sabe nem as regras do tênis e tampouco do badminton - que apesar de nunca termos ganho nada, pularíamos do mesmo jeito - mas ao simples soar de um anuncio já poe a pular e balbuciar palavras decoradas de aprovação a isso, pensem; um simples anúncio e a reação de alegria já é instantânea. Me faz pensar nos "minutos do terror" que existem no romance de George Orwell, 1984. Pra quem já leu, fica o convite a reflexão sobre essa dicotomia entre uma ação/e uma reação que não contem nenhum movimento reflexivo acerca dessa ação. Assustador, não? Pelo menos pra mim sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Enquanto isso - nós, os nativos - vamos pra praia comemorar mais uma conquista dessa nação forte, corajosa, generosa e blá blá blá. E não pensamos que ano que vem tem eleição, esquecemos que esses mesmos representantes que estavam discursando emocionados sobre a vitória, estaram disputando ou apoiando essa disputa de cargos no pleito que se anuncia. Nosso presidente deu um passo enorme pra por a Dilma lá dentro, essa vitória é muito mais dos políticos do que do povo, sendo nacional e estadual. Nesse carater dual, o Lula ganha mais força e popularidade para o governo do PT - Partido dos Tropicálias - e a duplinha Sérgio/Eduardo ganham a oportunidade - principalmente o segundo - de realizar diversas obras magníficas, seja com dinheiro público ou privado, que promoverão enérgicamente seus nomes até o topo da cadeia de realizações que possam ser atingidas por um prefeito e um governador. Dinheiro não vai faltar, só falta aproveitar e fazer aquelas obras mais magníficas que as do Cesar Maia, até por que, é mais dinheiro! Diz pra galera da ALERJ ir com calma na mamata do dinheiro público, calma, vamo pelo menos construir uns estádios e mais duas estações de metro, tá bom.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Depois quando o JN noticiar a CPI dos jogos olímpicos e a CPI da copa do mundo, ficaremos todos espantados de como os políticos brasileiros se aproveitam das oportunidades de melhorar o país em diversos aspectos pra roubar, roubar, roubar e roubar. Ai ninguém queria as olimpíadas nem a copa aqui, ai aquela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;força e ingenuidade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;do nativo se apresentam, dizendo que tinham fé de que as coisas melhorariam, que seriamos como Barcelona. O final todo mundo sabe, vem a CPI, 15 minutos o entregador chega no palácio do planalto, deixa as pizzas e ninguém acaba pagando, literalmente. O povo brasileiro - que nesse caso é o entregador - já deveria estar cansado de tomar esse calote no pagamento das pizzas, mas no entanto - nós, nativos -, somos incapazes de entender que isso é um calote e que estamos sendo roubados descaradamente. Quando começamos a pensar nisso com um pouco mais de afinco, vem Galvão Bueno e grita: É OUROOOOOO, É OUROOOOO, e então nos pomos a pular e balbuciar coisas em sentido, esquecendo de tudo e voltando pro ponto de partida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E alguém ainda vai desafiar Colombo dizendo que ele não tinha razão?&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-190860537659711339?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/190860537659711339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=190860537659711339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/190860537659711339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/190860537659711339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/10/leituras-sobre-sociedade-xi.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XIII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1750619023698384779</id><published>2009-09-29T06:17:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.584-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XII]</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O fim de semana, a catarse e a questão da mediocridade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Viver de segunda à sexta esperando sábado e domingo, hábito ou impulso? Quantas pessoas conhecemos que fazem isso, reflitam, vocês mesmos devem fazer algo desse tipo, não? É normal, acreditem, muito antes de nós sonharmos em estar aqui as pessoas já tratavam o tempo de forma cíclica. Pensem bem, o exemplo do ano novo como contra-ponto dessa mentalidade é emblemático. Passamos 365 dias lidando com o tempo de forma cíclica - de segunda à segunda - e só fazemos menção de que na verdade ele corre em linha reta em poucas datas, tais como: no nosso aniversário e no ano novo. Que por acaso são as duas datas pelas quais costumamos esperar o ano todo para que cheguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aqui não será a passagem do tempo em sí, mas o que fazemos nesse meio tempo em que ele está transcorrendo. Façamos então uma simples conta: se nós temos uma semana de 7 dias e passamos 5 deles esperando, quantos dias nos restam? A resposta é simples e não se faz digna o suficiente para ser mencionada, no entanto, o que merece ser questionado aqui é, por que vivemos a maior parte da nossa vida como se fosse uma obrigação e a menor parte dela fosse uma benção concedida pela divina providência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;De fato esse é um questionamento muito subjetivo, mas pensemos por apenas um minuto, por que temos essa necessidade pujante &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;de, mesmo à curto prazo, estabelecer pequenas metas em nossa vida? E aqui não me refiro a planos acerca das questões práticas, mas sim sobre o que os gregos antigos tinham por mais importante em sua sociedade poliade, o lazer. Aquela saída de sábado a noite, planejada desde segunda a tarde - ou mesmo desde a última ida ao bar, no sábado anterior - consome todos os seus pensamentos durante a semana toda, quando queremos dar dimensão ao que seja prazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Então, num desses exemplos citados acima que são situações coltidianas, que acontecem comigo e com vocês, nos vemos refens do tempo. Somos obrigados a esperar e esperando pelo futuro acabamos por não viver o presente. Sem perceber acabamos caindo num ciclo vicioso que pode rapidamente consumir nossos melhores anos, e sem que percebamos nos conduzir para o muro das lamentações - não aquele de Israel - de uma vida fundada no desperdício de dias maravilhosos, sejam de sol ou chuva; calor ou frio; trabalho ou folga; a verdade é que eles teram se passado e você não saberá lidar com isso de outra forma que não seja esperando o próximo final de semana, ansiando viver essa catarse ou que ela viva em você? Hábito ou impulso? Agora isso vai lhe fazer toda diferença, essa mesma diferença que você não fez a mínima questão de fazer durante toda sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;De qualquer forma a culpa não é minha ou sua se nos é imposto que lidemos com o tempo de maneira cíclica, aguardando por uma catarse a cada fim de semana. O grande ponto disso tudo é notarmos o que é hábito e o que é impulso. E que essa mesma catarse tem o efeito bem similar ao de uma droga, que vicia e te consome e você nem percebe. A questão da mediocridade humana, enfim, é bem mais profunda do que o simples fato de que vivemos sempre a esperar por alguma coisa, mas sim achar que isso é um impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ser capaz de encontrar prazer em 5/7 da sua vida é um problema e tanto, não acham? É a isso que me refiro quando falo sobre a medriocridade humana.&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1750619023698384779?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1750619023698384779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1750619023698384779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1750619023698384779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1750619023698384779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/09/leituras-sobre-sociedade-x_29.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1358475785541940411</id><published>2009-09-25T21:48:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:07:26.294-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é o amor? [VI]</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;"&gt;Resposta ao e-mail da minha amada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A amizade, e essa é a única resposta que consegui formular durante esses seis meses juntos. Ninguém se sente a vontade de dividir as fraquezas com qualquer um, mas com um amigo ficamos sempre mais a vontade para nos revelarmos de corpo e alma. Ao mesmo tempo, no amor, essa entrega que torna uma relação possivel, passivel e principalmente, incrivel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Tudo começa na amizade, instituição mais antiga da vida humana em sociedade. Um bom relacionamento a dois necessita de intimidade, que só pode ser conquistada por meio de uma amizade forte entre essas pessoas. É assustador como as relações hoje são baseadas apenas no sexo e na diversão. Logicamente que ambas os fatores são de primeira importância no que diz respeito a felicidade, mas em todo caso, jamais farão um relacionamento durar mais do que umas transas ou então algumas saídas a boates da moda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Uma época em que o amor torna-se cada vez mais líquido, segundo Bauman, ainda somos capazes de encontrar pessoas que se disponham a enfrentar esse paradigma de nossa socidade e buscar relacionamentos que se baseiam na força concreta da amizade e não na subjetividade do que seja o bom sexo ou a diversão mútua. Temos que dar de Cesar o que lhe pertence. Ou seja, devemos tratar pessoas como pessoas e não como objetos. Amor não é líquido, nem uma gota d'água, rio ou oceano. Pelo menos não o meu, não o nosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas nem tudo no amor é ciência exata, há sempre espaço para quebra de paradigmas, regras e a realização de festas particulares que são baseadas desde os  bacanais gregos até às missas católicas da idade média. O amor - não o líquido - é capaz, assim como a amizade, de transcender o tempo e fazer parte do plano do devir. Amor é ser e ao mesmo tempo vir-à-ser, o único conflito que nenhum livro de Platão é capaz de dar conta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Se encontra entre o passado, presente em futuro; num tempo em que ainda não somos capazes de racionalizar ao certo. O amor concreto não é capaz de ser medido com a razão, por isso é sentido por tão poucos e assusta a tantos. É falta de controle constante sobre o seu destino, praticamente uma revolução que está sempre pronta para construir todo um roteiro inédito para sua vida, a cada novo dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Amar é enxergar a pessoa amada de uma maneira diferente a cada dia, é reconhecer que uma pessoa seja capaz de ter muitas outras dentro dela mesma. É proteger a criança, namorar a jovem, trabalhar com a adulta e descansar na velhice. Tempos que se encontram dentro de nós  durante toda nossa vida. No limite, é andar por toda essa linha do tempo e mesmo assim ser capaz de ver algo diferente a cada dia, entregando-se de braços abertos a felicidade que é a alteridade humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Para além da amizade, para além de tudo, amor é felicidade. Amar você é, em parte, ter medo do amanha e ao mesmo tempo força para vive-lo. Te conhecer todo dia foi o melhor presente que ganhei nesses últimos 21 anos de vida. Eu amo você e queria te agradecer por 6 maravilhosos meses juntos. Hoje posso afirmar de mão cheia que tenho duas novas amigas, uma é você, a melhor de todas. A segunda, apresentada por você, chama-se felicidade. Obrigado por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é tudo, amor somos você e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1358475785541940411?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1358475785541940411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1358475785541940411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1358475785541940411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1358475785541940411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/09/o-que-e-o-amor-iii.html' title='O que é o amor? [VI]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2849743142719729414</id><published>2009-09-08T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:11:48.732-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kapitu'/><title type='text'>Kapitu. [V]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Devant-toi je me sens comme un débile,&lt;br /&gt;dans l'amour avec toi&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;et votre visage angélique&lt;br /&gt;tu fais de ma nuit balche et éternelle,&lt;br /&gt;comme un rêve merveilleux&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: times new roman;" id="result_box" dir="ltr"&gt;nous sommes parfaits pour l'autre.&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;&lt;br /&gt;Courir après votre cœur,&lt;br /&gt;per toi j'aimerais courir un marathon,&lt;br /&gt;et l'arrière de votre âme&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;je voudrais passer ma vie à courir après.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;Et si vous m'aimez juste pour une minute&lt;/div&gt;Sera le deuxième plus long de ma vie&lt;br /&gt;et aussi le plus heureux&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;pourquoi pas vous apportez-moi la paix&lt;br /&gt;et tu fais de mes nuits d'été, une joie éternelle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;faites-vous pour mes après-midi chaud, très chaud,&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;pourrait refroidir un peu maintenant ma chaleur&lt;br /&gt;avec un peu de ton amour&lt;br /&gt;je pourrais être mieux, avec votre amour&lt;br /&gt;je suis forcé de conclure que je suis presque parfait.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;Et que mes yeux parlent pour moi&lt;br /&gt;quand je dis: je t' aime, ma cherie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2849743142719729414?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2849743142719729414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2849743142719729414' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2849743142719729414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2849743142719729414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/09/kapitu-v.html' title='Kapitu. [V]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-4290239391042845980</id><published>2009-09-05T07:04:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:09:48.030-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O universitário'/><title type='text'>O universitário. [I]</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Transformações obsessivas.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas costumam acreditar que é só o sujeito entrar na faculdade que verão uma drástica mudança acontecer, sai o hip-hop, as idas pra night badalada e entram o sambinha e as idas pra botecos-pé-sujo. É certo que muita gente quer entrar numa faculdade por querer representar esse papel de estudante de humanas, indo pra aula de chinelo, vestir uma calça quadriculada, fazer parte do PSTU e por conseguinte integrar o centro acadêmico - pra jogar aquela sueca marota enquanto mata aquela aula de economia - que nada fez pelos estudantes a não ser reclamar de tudo e não propor nada de utilidade prática a todos os alunos. Mas e os que querem apenas estudar e se formar, a que estão sujeitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que se entra na faculdade - no período noturno pelo menos - não há trote, o que frustra muitos dos que trabalham e só podem frequentar as aulas nesse horário. No lugar do trote as primeiras transformações se dão de maneira tão sutil que mal percebemos, já tendo sido encantado por um ensino médio recheado de história dialética que nos fez seguir essa carreira, lhe farão notar que só existe grupo de estudos de um autor em toda faculdade, não preciso nem dizer qual é, preciso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vê-se a primeira mudança significativa no sujeito, até então era o professor de história - o mais engraçado - que determinava sua visão ideológica, você não passava de alguém que seguia um linha de raciocínio imposta por ele. Ele nunca perguntou se você estava satisfeito com a sua metodologia estruturalista, até por que não interessa ensinar isso pra pessoas que nunca mais verão história na vida. Você, que no entanto iria continuar a ver história, tem finalmente uma opção - muito limitada, é verdade - de continuar a seguir esse modelo de estudos que te acompanha desde os tempos da escola, ou não fazê-lo. Apartir deste momento você passa a ter realizado sua primeira escolha ideológica, talvez a mais importante em toda sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem as aulas e você é praticamente desnudado do seu conceito do que seja história, aprendendo que tudo que lhe haviam ensinado até então não passava de "historinha pra boi dormir" - literalmente - e que apartir de então você seria apresentado as verdadeiras metodologias e formas de reflexão que mais se aproximam da ideal epistemologia. Sim, além de ser posto de volta a condição de réles ignorante, ainda lhe retiram toda e qualquer possibilidade de encontrar uma verdade - mesmo que particular - dentro da história. Essa outra mudança é bem capiciosa, o futuro professor se vê num abismo de descrença e nem é capaz de perceber. Há um pressuposto antigo no comércio que afirma que não devemos vender um produto no qual não acreditamos, e que poderia muito bem ser aproveitado pelos mestres, questionando como se pode dar aula de algo que jamais representará verdade alguma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a geração dos que nos deram aula na escola ainda acreditavam numa "história total" que dê conta de toda verdade - mesmo que essa seja particular, como dito anteriormente - acerca do passado. É um tipo de história cômoda, que jamais tratará a disciplina como algo que vá além de uma mera ciência temporal, revestida de uma mera relação de causa e efeito - positivista -, e incapaz de suportar cinco minutos contra uma argumentação de alguém que reflita por uma vertente diferente, que pense o homem como uma criatura mutável e que não pense a história como mero período de transição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso teremos outra mudança considerável no âmago do sujeito, este passa a encarar os homens e toda a sociedade a sua volta como coisas inteligíveis, que são dotadas de variaveis e permanências que podem afetar a relação delas com o tempo e até mesmo com o espaço de tal forma que realmente ele se convence de que a verdade é algo, pelo menos, relativo. De quebra ao nos convercermos de que o homem muda - e permanece - o tempo todo, somos jogados contra o senso comum que acredita e é contrária a visão de que tudo nessa vida é cada vez mais relativo. Quando o sujeito encontra-se inserido a fundo nessa mentalidade, aprofunda-se aquele abismo citado acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o grande senso comum não acredite no relativismo pra não ser obrigado a - com o perdão da redundancia - relativizar coisas que são verdades concretas, mas especificamente me refiro a fé. Ninguém quer ir para o inferno por que pensou que talvez esse Deus seja uma construção dos homens. Por último, vale dizer que o estudante de humanas não é necessariamente ateu, mas que o Deus dele será certamente diferente do convencional, sendo justo - não como os homens - e jamais fazendo acepção de pessoa. Mas se a justiça é uma construção do homem, igual a esse Deus que reclama-se, como acreditar em um Deus justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grande problema do humanista é querer racionalizar tudo e não admitir que existem coisas que a razão simplesmente não dá conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-4290239391042845980?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/4290239391042845980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=4290239391042845980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4290239391042845980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4290239391042845980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/09/o-universitario-i.html' title='O universitário. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6802037008327163139</id><published>2009-08-28T19:30:00.001-07:00</published><updated>2009-12-05T17:07:07.468-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>o que é amor ? [V]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Suplico à todos que - por favor - não pratiquem o desapego. Um manifesto por mais hermeneutica no amor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinceramente não consigo me recordar o que eu escrevi no primeiro texto com essa ousada pergunta como título. Acho que jamais conseguiria lembrar pois a resposta dessa pergunta varia bastante conforme o decorrer do tempo, porém uma coisa continua fixa na minha cabeça, amor é permanência. Peço que tenham a bondade de entender que o termo permanência não supõe que o sujeito não seja capaz de deixar de amar aquelas pessoas com quem ele se relacionou, pelo contrário, paradoxalmente o esquecimento torna-se peça fundamental para a formação da memória afetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente quando nos esquecemos de alguém que abrimos espaço para outra pessoa entrar em nossas vidas, mas seria hipocrisia dizer que tal esquecimento seja absoluto. Nós sempre levaremos os bons momentos conosco - por mais que estes sejam bem escassos -, numa tentativa de manter inabalada a nossa fé no amor. Na decepção - mais uma vez paradoxalmente - baseamos nossas crenças na felicidade nesse mesmo passado que nos machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos forçados a um processo particular de rendenção pessoal - através da memória -, que nos coage a aceitar a coexistência de um passado tão bom e de um presente tão ruim ligados a uma mesma fonte. Nessa situação sempre temos pelo menos duas opções: 1) atravessar o caminho das trevas que é redimir-se das suas próprias memórias, admitindo a existência de uma memória afetiva e encarar a nova realidade de olhos abertos, sofrendo, mas sabendo que o amor existe dentro de todos os quais se sujeitam a processos similares a este; 2) Seguir o conselho do dono do discurso da verdade - Fernando Pessoa - e adotar uma postura digna de um orgulhoso derrotado e "praticar o desapego". Essa solução lhe trará o benefício de escapar de todo sofrimento que o processo de redenção pessoal implica - e isso não pode ser negado ou tampouco esquecido -, porém o preço a ser pago por isso - considero eu - é bem alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumindo uma postura tão corajosa como essa, você estará sem dúvida alguma demonstrando que toda sua crença no amor é, de fato, uma farsa. O desapego pressupõe não apenas o fim de uma fase da sua vida, como afirma o autor dessa tão bem escrita crônica - muito melhor que essa, pelo menos -, mas sim uma total incompreensão acerca do fato de que as pessoas mudam. E não é por isso, que devemos esquecer-nos de tudo que vivemos no passado, por ser uma fase que segundo o cronista, já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pensa no conceito de passado e justifica que ele não tem importância alguma pras pessoas, nunca deve ter parado pra pensar o que seria de um mundo no qual a memória não fosse preservada. E continuando na questão do amor, o desapego é algo muito perigoso. Acho que deveriamos propôr - e ai fugirei um pouco do campo homem/mulher - que o autor dessa brilhante crônica tente aplicar os seus conselhos a perda de um avô ou de um tio. O sofrimento pode ser evitado, claro, mas será que esse sofrimento é tudo? Você estaria disposto a desconstruir todo um passado afetivo com alguém que você ama, simplesmente para evitar o sofrimento e conseguir seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terão aqueles que dirão que eu peguei pesado e fui deveras metódico. Mas amor é amor - e isso ninguém pode negar -, salvo as devidas proporções, agir deste modo com um ente querido seria - da mesma forma que é com uma pessoa com quem nos relacionamos - negar que acreditamos no amor, seja ele o amor que for. Negar o passado, além de ser uma prova de fraqueza e falta de humildade em reconhecer que parte do que você está se tornando é relacionado com todas as pessoas que passaram na sua vida, é não ter nenhuma noção para viver o amor num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que todos nós estamos sujeitos ao nosso tempo, e as pessoas presentes nele. Não podemos simplesmente "mudar o disco" ou "trocar a estação", não somos máquinas e acho que já estava mais do que na hora de alguém propôr uma reflexão acerca dessa crônica que habita o "orkut" de uma geração que parece saber, cada vez menos, amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6802037008327163139?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6802037008327163139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6802037008327163139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6802037008327163139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6802037008327163139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/o-que-e-amor-ii.html' title='o que é amor ? [V]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1130588359004127744</id><published>2009-08-21T17:40:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.584-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [XI]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"(...)Because we were not paying attention(...)"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Radiohead: "2 + 2 = 5"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Enquanto nos ocupamos com: trabalho, estudo, compras, filmes, política e etc... Creio estarmos deixando algo muito maior fugir do nosso controle e de nossas vistas, se é que já não tenha escapado. Cada vez menos somos capazes de perceber o quanto nossa liberdade é atacada por todos os lados: seja através do terror, das leis, das informações e por último mas não menos importante, da nossa própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo para começarmos a conversa são essas duas novas leis que foram outorgadas a pouco tempo, uma pela câmara de vereadores de São Paulo e a outra pelo Senado federal. A primeira determina que é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;terminantemente proibido &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;fumar em locais públicos que não possuam total ventilação, podendo acarretar multa em dinheiro para quem infringe essa lei e pro estabelecimento em que o infrator se encontra, enquanto isso a segunda, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;torna passivel de prisão &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;aquele que for pego com dirigindo com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qualquer &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;quantidade de alcool no sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos que me lêem devem estar achando que sou algum tipo de mistura entre um fumante iverterado e um alcoolatra compulsivo, garanto-lhes que não (pelo menos em parte). A questão principal dessas leis e que ninguém consegue ver, por que simplesmente não presta a mínima atenção, é que elas não são muito diferentes das mesmas leis que vigoravam no terceiro reich pouco antes da segunda guerra mundial, antes de 6 milhões de judeus serem dizimados da face da terra. Alguém virá perguntar: "Mas ora, os judeus não podiam fumar em lugares fechados e nem dirigir depois de beber?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são iguais ao pé da letra. Mas são dotadas de um mesmo conceito que a todo momento nos foge a mente, por que simplesmente não costumamos dar atenção pra esse tipo de coisa, pelo simples fato de que somos de uma geração que nasceu acreditando que a liberdade é algo intrínseco a existência humana e que é desprovida de qualquer tipo de memória. Tal conceito consiste no fato de que todas essas leis atacam diretamente ao livre-arbítrio do cidadão e almejam impor um padrão de comportamento social comum a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado não prestarmos atenção em fatos que deveriam ser tão caros a nós. Somos filmados diariamente por diversas câmeras que sob o pretexto de dar-nos uma sensação de segurança acabam controlando grande parte dos nossos movimentos e sem que percebamos nos encontramos num grande Big Brother da vida real. Há um filósofo do qual não me recordo o nome, que fala algo parecido com: - "O mundo caminha cada vez mais para a ausência de espaços vazios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mundo sem espaços no qual todos os seus movimentos pertencem a alguém ou a alguma instituição seremois incapazes de nos preservarmos da ação do outro sobre nós. De certa forma cada vez mais estaremos fadados ao convívio com o outro, no que a filósofa Hannah Arendt nomeia por "compressão política". Esse processo consiste na eliminação de quaisquer espaços entre os homens que os tornem capazes de se diferenciar uns dos outros, essa diferenciação é o elemento principal para que os homens possam fazer a política - discussão de idéias divergentes - e na supressão do direito humano ao isolamento, tão caro a reflexão do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais nos vemos mais sozinhos num processo paradoxalmente inverso a falta de espaço para o isolamento. No limite nos dias de hoje, nós vivemos a verdadeira cultura de massas, com nossos fones de ouvido andando no metrô e sem dar a mínima atenção para a pessoa ao nosso lado, somos envolvidos por uma atmosfera de medo e solidão que perpassa nossa alma e vai mais fundo, tornando-se perigosamente intrínseca a nossa perpesctiva de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos tão acostumados ao medo quanto a solidão e pra ambas criamos diversos mecanismos ilusórios para fugirmos dessa deturpadora visão de que estamos perdidos dentro de um mundo que cada vez mais busca limitar nossas liberdades e por outro lado visa nos comprimir num regime de solidão e medo que nos servem como os mais perfeitos mecanismos de controle social que existem. Não existe Igreja na idade média ou Senado na antiguidade capaz de exercer tão bem esse papel quanto o que hoje é conhecido por "Ideologia do Terror".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu visei propor aqui é que se faça uma reflexão acerca do que estamos fazendo com nossas vidas e se tudo o que acontece em nossa contemporaneidade é realmente tão mais normal do que todas as outras barbaries que já aconteceram ao longo da história humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que não quer calar e que eu insisto em fazer é: Será que seremos capazes de enxergar uma nova tragédia da magnitude do holocausto, caso isto venha a acontecer? Ouso ir além e indagar: Será que já não estamos vivendo uma catástrofe de consequências únicas pra vida humana mas ainda não somos capazes de enxergar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo isso por que nós não estamos prestando atenção, tudo isso é uma mera questão de atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1130588359004127744?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1130588359004127744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1130588359004127744' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1130588359004127744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1130588359004127744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/leituras-sobre-sociedade-iv.html' title='Leituras sobre a sociedade. [XI]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5321755421819302590</id><published>2009-08-18T19:54:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.584-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [X]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;"&gt;"(...)Alguém sabe dizer o que é normal? Pode parecer tão natural(...)"[I]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Primeiro de tudo deve-se assumir que por "normal" entende-se uma noção ampla de significados que variam conforme a época e o código ético seguido por cada indivíduo, em suma, esse tipo de classificação é bem relativo. Um exemplo prático do que falo pode ser notado ao se fazer uma rápida leitura de qualquer livro de história e constatarmos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;queem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 1500, era normal escravizar pessoas ao passo que hoje, 500 anos depois, essa prática é abominável e viola o código de leis vigentes no mundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ai morreu Neves - a título de curiosidade, esse ditado é da época da morte do ex-presidente que realmente nunca chegou a ser presidente, Tancredo Neves, que algumas pessoas acreditavam ser o grande salvador da pátria, no seu lugar assumiu o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vice&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, o famigerado e conhecido coronel dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sertões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, José &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Sarney&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, que não salvou ninguém a não ser ele mesmo - inclusive a explicação do ditado é bem adequada ao assunto que está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos falar de práticas comuns a todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;estamentos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da sociedade, como por exemplo, emissões de notas frias. É muito comum um funcionário de uma empresa, pequena ou grande, que não possui vale alimentação e tem suas refeições pagas pela empresa, ser obrigado a pedir uma nota fiscal que comprove o valor gasto pelo funcionário. Acontece que é muito comum esse sujeito pedir a nota com um valor maior do que realmente foi gasto, ou seja, todo dia a pessoa "furta" um determinado valor sobre a empresa que o emprega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos isso todos os dias em bares e restaurantes pelo nosso país, não é nenhuma prática que se encaixe na definição relativa de normalidade. Temos então um conceito que transgride o código de ética - ou leis - vigente em nossa sociedade, como uma prática de comum acordo entre todos os cidadãos, que acham muito natural furtarem essa verba diária. Insisto mais uma vez que há uma quebra com a ética e a moral nessa atitude e disso ninguém pode &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;discordar. Porém é curioso ver que não se comenta nada em revistas ou jornais sobre esse tipo de prática, nenhuma matéria sequer é feita pelos nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;profissionais&lt;/span&gt; de comunicação - de competência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;questionavel&lt;/span&gt; - sobre um crime, previsto pelo código penal, que é tão recorrente quanto não pagamento de pensão alimentícia, que vemos na TV todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ditado, não especificamente ao crápula do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Sarney&lt;/span&gt;, mas sim a corja de políticos que mancham o senado nacional com toda aquela sujeira. Não faz muito tempo vimos o episódio com o senador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Renan&lt;/span&gt; Calheiros que utilizava dinheiro público para fazer diversos pagamentos de ordem pessoal, como no caso mais recente das passagens aéreas pagas com dinheiro público. E assim tivemos todo um circo armado, comunidades no orkut, passeatas na rua, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;mídia&lt;/span&gt; com reportagens diárias e até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;twitter&lt;/span&gt; por processo de legalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;reação&lt;/span&gt; é sempre a mesma e o argumento também, a culpa é dos políticos e eles não prestam. Tudo que foi dito acima - ou escrito, se preferir - é como se fosse uma forma já disposta de exercer nossa cidadania, como se só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;conhecessemos&lt;/span&gt; esses meios pra exigirmos respeito com o dinheiro alheio, nesse caso, com o nosso dinheiro. Mas o ponto não é a militância de pessoas que, na grande parte dos casos, não tem moral pra reclamar dos políticos. Como assim, me perguntam então os que tem tendências mais esquerdistas, como não temos moral pra exigir ética no senado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece muito óbvio que numa sociedade onde práticas que violam as leis são comuns entre toda a população, não tenha o direito a ter representantes dignos de exercer cargos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;proeminência&lt;/span&gt; seguindo um código de ética, simplesmente por que o próprio povo não foi educado com noção alguma do que signifique essa palavra. A cultura por aqui é do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Laissez&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;faire&lt;/span&gt;" - deixa fazer - e assim sendo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;continuatemos&lt;/span&gt; uma luta que jamais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;veceremos&lt;/span&gt; simplesmente por estarmos combatendo o inimigo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de comum conhecimento o famoso ditado popular: "Cada homem tem aquilo que merece". E nós, meus caros amigos, por nossa conduta hipócrita de considerar que pobre roubando é coitado ao passo que o rico ao fazer o mesmo é corrupto, merecemos políticos ainda piores. Ladrão é ladrão e acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que nós, brasileiros - e nisso eu me incluo e aceito minha parcela de culpa - temos uma visão muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;classista&lt;/span&gt; dos fatos. Temos a tendência de separar os indivíduos conforme o que tem, ao invés de simplesmente considera-los todos iguais perante a lei, ao país e aos seus semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igualdade não precisa ser uma utopia. Nem a hipocrisia deve ser usada como a principal maneira de assegurar nossas individualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5321755421819302590?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5321755421819302590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5321755421819302590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5321755421819302590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5321755421819302590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/leituras-sobre-sociedade-iii.html' title='Leituras sobre a sociedade. [X]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6664435222388067800</id><published>2009-08-14T16:45:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.585-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [IX]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ignorância é força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;"Tenho a impressão de que os homens estão a perder o dom de lembrar."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Parodiando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Charles Chaplin.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span&gt;Não é uma questão de simplesmente falarmos que os "ignorantes" não possuem conhecimento algum, não mesmo. Até mesmo na estupidez, encontraremos conhecimento, e as vezes é nela que o encontraremos em maior escala.&lt;/span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Começemos então, eufemisticamente, pelo começo. Tomemos nosso próprio tempo como exemplo, se olharmos diretamente para dentro de nossas universidades, laboratórios, centros de pesquisa e afins, veremos que a produção de conhecimento - artigos, remédios, teses, máquinas e etc - está crescendo exponencialmente, cada vez mais a nossa sociedade produz conhecimento. Me perguntarão então, os mais céticos, o que isso tem a ver com o assunto proposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito claro que nos dias atuais, todo conhecimento produzido por nossa sociedade não tem tempo sequer de ser assimilado, lido, utilizado ou de exercer qualquer outra função para o qual ele tenha sido desenvolvido, pelo simples fato de que estes serão engolidos por produções posteriores e assim sucessivamente. Basta você, formando de alguma cadeira que exija um trabalho de conclusão - monografia -tentar procurar quantas pessoas realmente leram seu trabalho todo, sem contar logicamente seus pais, a banca que o corrigiu e sua irmã cult. Com isso temos um trabalho de pesquisa que durou alguns meses para ser produzido, porém, o que vale esse trabalho hoje em dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo acima foi meramente ilustrativo, poderíamos fazer isso com teses de mestrado, doutorado, remédios para gripe, computadores ou qualquer outro tipo de trabalho ou item &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;que possua alta rotatividade de inovação. O conhecimento talvez seja a "coisa" mais produzida pelo homem &lt;/span&gt;nos dias de hoje e assim sendo, ele torna-se abundante em diversos aspectos. Mas nem sempre excesso - como nos ensinam nossos avós - significa algo bom ou proveitoso. Hoje em dia qualquer um pode se declarar detentor do conhecimento sobre as coisas, as quais variam mais do que podemos imaginar, desde história até o Big Brother Brasil, qualquer um pode virar um especialista consultando o primeiro site que a "quick search" do google lhe exibe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa deterioração do conhecimento é paradoxalmente alinhada com a expansão do mesmo. Enquanto vemos milhões de posts, teses, monografias, artigos, jornais, ou seja, toneladas de informação indo e vindo e sendo consumidas como produtos, a sociedade cada vez mais parece esquecer - e mais uma vez insisto na questão da memória - de aprender o que fazer com toda essa chuva de produção que nos é jogada sobre a cabeça dia após dia. Sem dúvida avançamos mais nesse campo do que temos idéia, a informação hoje é tão poderosa que se tornou capaz de alterar a percepção que temos de tempo. Ou alguém aqui vai me desafiar dizendo que o tempo, cada vez mais, não parece passar mais rápido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas coisas que aprendemos na escola é que ser bem informado e ter conhecimento são essencias para o seu sucesso na vida. Mas será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começemos a analisar, para título de exemplo, a primeira chave pro sucesso que o senso comum - a vizinha, a freguesa do restaurante que você trabalha, sua mãe e sua tia memea da escolinha flor de liz, o mundo é cor de giz - nos fornecem para "darmos certo" na vida. O termo "bem" pressupõe que estaremos por dentro de tudo que acontece no mundo - não estou aqui me atrevendo a dizer que isso é, de forma alguma, ruim - seja referente a política, economia, saúde, guerra ou qualquer outra informação que nos ofereça relevância para a vida cotidiana. Sendo uma pessoa bem informada, o que faremos com tudo isso que nós sabemos? Que porta essas "chaves" nos abriram em nossas vidas? Eu sinceramente serei obrigado a lhes dizer que de nada adianta informar-se se és incapaz de pensar-se. (trocadilho muito infame, porém, super válido para o argumento)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão então, nos dias atuais, é que o pensar foi totalmente obliterado pela necessidade louca que todos nós sentimos em produzir, seja informação ou conhecimento, o importante é que estejamos sendo utéis para a sociedade. E nessa onda de calor - como canta de maneira linda, Maria Rita - eu até peguei uma cor. Para os que não entenderam a metáfora - horrorosa, por sinal - trata-se de que hoje produzimos para pensar e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me perguntem quando ouve essa inversão dos papeis, só sei que é notável que isso acontece corriqueiramente no nosso dia-a-dia, e não podemos ignorar tal fato. Voltando a música - para terminar de explicar a metáfora e não me sentir um completo idiota sem senso de humor - o normal seria, pelo menos ao meu ver, ter a intenção de pegar a cor na onda de calor, indo a praia ou a piscina e não que o bronzeado venha de maneira casual, indo ao mercado ou saindo com o ex-namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo caso o principal fato entre tudo o que já foi comentado é que vivemos um grande paradoxo em nossa era, quanto mais temos acesso a conhecimentos, inovações e informações em geral, somos menos capazes de pensar e refletir acerca de todo esse nosso acervo que acaba se perdendo na memória individual. Cada um, como foi dito anteriormente, se apropria da sua pequena parcela do conhecimento e das informações, distinta das outras tantas que outros tantos indivíduos pegam para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a incapacidade de refletir e pensar, o ser humano torna-se praticamente incapaz de exercer uma outra prática que no passado era bem comum, a discussão de idéias. Basta repararmos, para título de exemplo, como três pessoas discutem sobre política, economia ou até mesmo futebol, cada um simplesmente apega-se ao seu ponto de vista e é incapaz de aceitar o argumento alheio, a menos que o outro indivíduo seja, irrefutavelmente capaz de mostrar que a pessoa está errada. É ai que dá-se um dos maiores entraves para que as trocas de idéias sejam frutiferas para sociedade, talvez o ponto nevrálgico da questão seja esse. Vivemos a era do relativismo - ou seja, não existe certo e errado, sendo tudo reduzido a uma mera questão de ponto de vista que é conduzido por um código ético, que cada vez mais é reduzido pelas pessoas, como se pode notar quando damo-nos o trabalho de conversar com outras pessoas - e portanto conclui-se que seja muito dificil, talvez impossivel, que um sujeito convença o outro de que ele está certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para fins conclusivos, produzimos cada vez mais conhecimento e informação para no fim não sermos capazes de refletir, criticar ou sequer dividirmos esse conhecimento com a maior parte das pessoas. Nos apegamos tanto as nossas conquistas intelectuais - ao nosso próprio reino da memória, como diria Lulu Santos - que esquecemos do mais importante, que o conhecimento por sí só torna-se inútil. O grande paradoxo disso tudo é que cada vez mais produzimos conhecimento e no entanto, por sermos extremamente incapazes de discutirmos idéias e refletirmos sobre essas informações/conhecimentos, nos encontramos cada vez mais num estado inerte de ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6664435222388067800?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6664435222388067800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6664435222388067800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6664435222388067800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6664435222388067800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/leituras-sobre-sociedade-ii.html' title='Leituras sobre a sociedade. [IX]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5057133713178506701</id><published>2009-08-12T11:07:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.585-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [VIII]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Acho que se essa cena passasse         em outro país não teria a mesma repercussão. Essa surra atende a         uma necessidade de muitos brasileiros neste momento pelo qual o         país está passando, de impunidade, má gestão do dinheiro         público, crimes. O que as pessoas querem é dar na cara de muita         gente. Então, teve um efeito catártico e essa vontade de se         vingar foi aliviada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Christiane Torloni comentando sobre uma cena em que sua personagem espanca a mulher que está tendo um caso com o marido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou só eu, ou alguns atores nas últimas cinco décadas andam querendo fazer mais do que o trabalho deles? Sinceramente, não consigo ver lógica nos seus comentários acerca dos fatos, até por que, com que credibilidade essas pessoas criticam a sociedade que elas mesmas estão no topo. É facil, muito facil, criticar o país do alto da cobertura, se valendo a alcunha de "intelectual de esquerda" e fora desse mundinho pseudo-intelectual, não fazer nada que tenha relevancia pro contexto geral da nossa realidade cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples se aproveitar da repercussão de uma cena numa novela, para posar de ativista político de uma esquerda que só esses atores e alguns políticos que pararam no tempo são capazes de enxergar. A política mudou, a mentalidade prosaica dos auto-intitulados "intelectuais de esquerda" não. Continuam a pensar no mundo com a velha dicotomia entre comunismo/capitalismo e socialismo/liberalismo. Sem serem capazes de sair dessa prisão em que se encontram, e não satisfeitos por terem uma posição de destaque na sociedade, ainda se arrogam do direito de tentar insulflar grande parcela da população com o que eu chamo de: "revolução do sofá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em todos os meus anos de leituras e estudos, nunca ouvi falar de nenhuma novela que tenha mudado o mundo. E isso realmente é empirico - não apenas uma mera provocação - é só pegar as últimas 4 grandes pautas sociais que as novelas abordaram. Elas sempre abordam alguma pauta de cunho social, a das oito que está sendo atualmente exibida, por exemplo, fala de patologias psicológicas que são negligenciadas pelas famílias, e o sofrimento do doente que se vê sozinho e sem tratamento. Não tardarão a perguntar os mais apaixonados por novelas se eu não estaria ignorando o fato de que essa é uma forma de trazer esses assuntos para discussão popular, entre quase todos os segmentos sociais. Eu teria que me adiantar a estes e responder com uma pergunta - sei muito bem que o professor Girafales disse que só idiotas respondem uma pergunta com outra pergunta, mas nesse caso torna-se invitavel - Por quanto tempo esses assuntos ficam em pauta? Acho que não por tempo suficiente para que hajam mudanças significativas nesses contextos, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só notar que quando começa uma nova novela, a discussão é imediatamente substituida. Duas coisas são assombrosas, primeiro é o que eu disse a pouco e a segunda, sem dúvida, é a capacidade das pessoas para decorarem e esquecerem o bombardeio de informações de cada novela que começa e termina. Tudo não dura mais do que o período de exibição da novela - alguns meses - e logo tudo o que entreteu a pessoa por todo esse tempo dá lugar as novas tramas de outros personagens. Não sei como as pessoas conseguem, ao mesmo tempo, lembrar de tanta coisa num curto espaço de tempo, e se esquecerem de tantas outras, que marcaram o suficiente para se tornarem pautas de discussões sociais por tantos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho pensar os atores como pessoas que lidam com a questão da memória. É meio assustador pensarmos o impacto social que eles tem na nossa vida cotidiana, decidindo sobre o que vamos refletir e quais as questões deveremos abordar em determinado período de nossas vidas. Analisando o poder da televisão, e bota poder nisso, veremos que nem sempre o jornalismo é o instrumento mais poderoso que os meios de comunicação usam para instigar e insuflar revolta e medo na população, as novelas são poderosos meios de construção da opinião pública e os atores tornam-se agentes - passivos ou ativos, eis a questão - dessa manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, ser de esquerda sempre foi moda. E os atores, esses sim, não podem estar fora de moda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão comum, só tem duas opções: resistir a essa manipulação midiatica e continuar a refletir as suas prórpias questões, aquelas que tenham mais relevância na sua vida e não apenas as que são mostradas na novela das oito, ou então você pode correr o risco de deixar que escolham o que você vai pensar, pode ser que num futuro distante - ou não tão longínquo assim - você deixe que escolham como você vai se vestir, o que vai comer e em quem vai votar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos - e isso é tão claro como foi o holocausto ou a revolução comunista de 1917 - para uma catástrofe que poderá cercear a liberdade de milhões de pessoas. Não importa como ela se dê, hoje o que nos é caro e  claro, é que cada vez menos vivemos a experiência da escolha e do livre arbítrio. Só iremos perceber a desgraça em que nos encontramos, quando a história lançar sua luz sob o nosso tempo e quando esse tempo, tornar-se passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5057133713178506701?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5057133713178506701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5057133713178506701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5057133713178506701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5057133713178506701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/leituras-sobre-sociedade-i.html' title='Leituras sobre a sociedade. [VIII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6306791252863442904</id><published>2009-08-08T20:27:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:09:56.865-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morte'/><title type='text'>Morte. [I]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia desses me ocorreu que morrer deve ser realmente triste, mas nem tanto para os que ficam, mas sim para os que partem. Imagine você, vendo-se obrigado a abandonar tudo que gosta: amigos, namorada, casa, carro, hobbies de fim de semana, trabalho, cursos e principalmente todo conforto e familiaridade que seu lar e sua cidade representam pra você, em troca de um destino desconhecido, um lugar que você não tem nem certeza que existe, que na melhor das hipóteses será a passagem de volta ao inicio de um círculo vicioso que é pregado pelos kardecistas e a sua teoria do eterno retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideremos então que a vida eterna se dê em outro plano. Um outro mundo, talvez um outro universo ao qual transcendamos quando nossa alma alcança um determinado nível de grandeza. Dessa forma, largaremos toda uma vida (ou mais de uma vida, caso a teoria do karma esteja correta) que nos habituamos a viver - com o perdão da redundância - em troca de um novo "modus vivendi". Esse lugar novo, por mais parecido que seja com a terra, com certeza terá determindos mecanismos totalmente distintos dela, caso contrário, a morte e todo esse papo de transcendência de plano seria totalmente descartavel e eu não estaria aqui, escrevendo tudo, talvez eu nem estivesse aqui, sentado nessa cadeira, vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente considerar o sentimento que toma conta do finado, no momento em que percebe que foi obrigado a deixar todos pra trás, em troca de um destino desconhecido. Primeiramente creio que a pessoa será tomada por um sentimento de culpa pelo sofrimento causado aos entes e amigos queridos, principalmente se aquilo que vemos nos filmes do Jim Carrey - os finados vendo o seu próprio enterro- for verdade. Em segundo lugar, aquela sensação estranha de chegar em um lugar que você não conhece ninguém, não conhece o esquema que as coisas funcionam e nem quanto tempo vai ter que ficar lá, ou seja, caso isto tudo realmente proceda, o morto sente-se mais ou menos como um presidiário debutante. A terceira sensação, e essa é a que eu defendo como a mais desesperadora de todas, deve ser a falta do mundo inteiro o qual passamos toda nossa vida(s) (caso você seja kardecista ou afins, não sinta-se ofendido, puis o "S" pensando justamente em você).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa estranha a se pensar também, é o fato de que teremos que nos acostumar com a falta de certas facilidades terrenas que certamente não existem no paraiso (ou inferno, caso você não seja um bom menino). A título de exemplo, não creio que você possa ser capaz de pegar seu celular da "HTC" - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Heaven's telecomunication, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e possa fazer uma ligação pra chamar seu avô ou bizavô, pra ver um Flamengo x Vasco, em alguma nuvem que insiste em tapar o sol do maior do mundo. Caso o dia seja de "almanaque", como diz o Luis Roberto - e mais ninguem - os finados coitados, terão de assistir pelo PFC, que provavelmente será uma outra facilidade que não deve existir lá em cima (ou lá embaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não acredito que seja de todo ruim, até por que eu acho que os parágrafos anteriores já foram blasfêmias suficientes para uma vida inteira. Acho que uma vez adaptados, os finados devem sentir-se bem ao terem a absoluta certeza de que, pelo menos, a grandeza de nossa alma e de nossos pensamentos é preservada pela vontade da divina providência. Ruim mesmo, é depois que você se habituar a toda a gama de opções que a vida no além tem a oferecer e finalmente ter entendido que a imortalidade foi feita pra você, chegar um camarada vestido de branco e gritar seu nome no alto falante: - Querido Fulano, o seu retorno já foi providenciado, você tem cinco minutos para arrumar suas coisas e apresentar-se ao salão principal para check-out rumo a terra, para maiores detalhes consultar São Pedro na sala dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sim, seria de matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6306791252863442904?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6306791252863442904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6306791252863442904' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6306791252863442904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6306791252863442904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/um-dia-desses-me-ocorreu-que-morrer.html' title='Morte. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-7832261352914983679</id><published>2009-08-03T16:57:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:10:08.354-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cartas para a rainha'/><title type='text'>Cartas para a rainha. [I]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manchester, primeiro de Janeiro de 1687.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;Vida longa ao glorioso império britânico e a minha linda rainha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vossa majestade, escrevo-lhe para reportar vitórias e saudades, já não sinto que nenhuma batalha possa ser vencida sem pensar nos teus lábios e no teu corpo. Sinto-me doente com sua ausência - embora saiba que estou no campo de batalha lutando por ti - todo o território que já conquistamos nessa primeira batalha, não se compara a mágica do beijo que me deste em nossa despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometi que voltaria e entregaria em suas mãos o controle do reino que lhe foi usurpado por esses  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;revolucionários&lt;/span&gt; traidores, que lutam contra o seu poder único e indissolúvel. Eles não são capazes de enxergar que sua iminente vitória é inevitável, talvez nunca tenha visto seu sorriso de perto. Em todo caso, serei eu quem pessoalmente lhes aplicará o castigo por, primeiramente, tentarem contra a vida de vossa majestade, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;princiapalmente&lt;/span&gt;, sendo ela minha amada, parte da minha própria existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos homens tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desmonstrado&lt;/span&gt; inabalável e absoluta lealdade e confiança nos nossos ideais. Tenho dito-lhes que devem lutar por muito mais do que simplesmente suas terras ou suas riquezas, mas sim por suas honras, suas famílias e principalmente por você, minha rainha. Eles sentem - como eu sinto - vontade de conquistar o mundo, e entregar-lhe numa caixa de presentes. Somos muito poucos, é verdade, e mal temos a certeza se conseguiremos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;reconquistar&lt;/span&gt; todo seu reino, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;garanto&lt;/span&gt;-lhe que todos aqui presentes estão dispostos a morrer por sua causa, e digo-lhe mais, faço questão de ser o primeiro a sacrificar minha vida por ti, caso não consigamos atingir nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetivos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais suportaria a vergonha de regressar ao lar para assistir esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;revolucionários&lt;/span&gt; que não entendem o que sejam coisas como: pátria, hierarquia, poder e principalmente amor, usurparem o seu lugar de senhora suprema das terras que vão desde o norte da Escócia até o sul da Inglaterra. Aceito que sejam incapazes de entenderem a vontade de Deus, nem todos são abençoados com uma fé inabalável no direito divino e nas instituições da igreja. O que acho absurdo, é não entenderem que vossa majestade nasceu para comandar e que exerce essa função melhor do que qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;paralamento&lt;/span&gt; jamais o faria. A despeito da vontade de Deus, e que ele não me ouça ao pronunciar tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;blasfêmia&lt;/span&gt;, você seria, mesmo assim, a pessoa mais indicada para conduzir o império britânico as glórias que transcenderão a nossa existência e ficarão marcadas nas linhas do tempo e da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa guerra que começamos a travar contra esses traidores do sangue real, da liturgia divina, será um marco, uma nova fase para nós, povo inglês e para nós, eu e a senhora. Uma vez que derrotarmos nossos inimigos, e a paz finalmente voltar a reinar dentro de nossa gloriosa pátria, gostaria de lhe pedir a mão em casamento, para que sejas duas vezes minha rainha. Primeiramente és, como ambos sabemos, a senhora de minha pátria e de meu exército, a quem jurei minha lealdade eterna  desde o primeiro instante de minha vida pública, em outro momento és, como ambos igualmente sabemos, a senhora de minha vida e de minha casa, a quem jurei o meu amor eterno desde o primeiro instante em que te vi sorrindo naquele longo vestido amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, antes de casarmos tenho de mostrar-me digno de sua mão, e para isso conquistarei de volta - como lhe prometi - o reino que esses traidores tentam tomar de ti, minha linda. Darei a vida se preciso for, para mostrar-me merecedor de seu amor. Daria minha vida pela minha pátria, como todos na corte bem sabem, mas darei-a duas vezes se preciso for, uma pela pátria e a outra por amor a minha rainha, por amor a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com lealdade e amor,&lt;br /&gt;Assinado,&lt;br /&gt;General e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Ralph Lauren, de Buckingham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-7832261352914983679?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/7832261352914983679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=7832261352914983679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7832261352914983679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7832261352914983679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/08/cartas-para-rainha-i.html' title='Cartas para a rainha. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-7095353449867884909</id><published>2009-07-27T11:29:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.586-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [VII]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Segoe UI;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Promoção:  Se você descobrisse um novo mundo, como a turma da Era do Gelo 3, como ele seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O novo mundo certamente não  passaria de um espelho que reflete o vazio, um deserto feito a imagem e  semelhança do que é projetado. Livre de angustias, medos e maldade, esse novo  mundo seria um lugar melhor, o qual não experimentaria sentimento algum,  felicidade e ódio não seriam relativos por que não existiriam. A história desse  lugar não seria baseada em pensamentos &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Segoe UI;"&gt;de indivíduos e seus  interesses na vida. Os humanos simplesmente não existiriam, todos os animais  viveriam como a natureza e a divina providência lhes indica para fazê-lo. Um  mundo povoado por animais, seria um lugar onde o tempo perderia qualquer  relevância, tendo em vista que o animal só vive o presente e nada mais. Não  existiriam erros e nem acertos, apenas um continuo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Segoe UI;"&gt;Esse mundo seria um  santuário que jamais seria profanado pelo peso da memória, por que para os  animais a capacidade de lembrar é intrinsecamente agregada a capacidade de  esquecer. Não se importanto com tempo e história, quem habita esse mundo poderia  preservar o espaço no qual vivem, que no nosso "mundo velho" é diariamente  destruido por nós, senhores da vida, seres humanos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Já não tenho certeza de que o homem seja digno de habitar em qualquer lugar, seja nesse, ou em qualquer mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-7095353449867884909?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/7095353449867884909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=7095353449867884909' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7095353449867884909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7095353449867884909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/07/promocao-se-voce-descobrisse-um-novo.html' title='Leituras sobre a sociedade. [VII]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-7556797366549976013</id><published>2009-07-22T18:43:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:11:48.732-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kapitu'/><title type='text'>Kapitu [IV]</title><content type='html'>Num dia quente de verão&lt;br /&gt;na plataforma daquela estação,&lt;br /&gt;ao tocar em suas mãos&lt;br /&gt;entendera que jamais viveria outra vez&lt;br /&gt;essa aflição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de ressaca fitavam-no,&lt;br /&gt;um castanho escuro,&lt;br /&gt;capaz de lhe invadir os pensamentos&lt;br /&gt;e de manipular seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namoravam antes de tudo,&lt;br /&gt;as vezes viravam-se pelo avesso&lt;br /&gt;tentando adiar o momento do começo&lt;br /&gt;e pensavam mesmo que podiam&lt;br /&gt;lutar contra o destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia no sorriso da morena,&lt;br /&gt;um futuro desenhado aos traços mais perfeitos,&lt;br /&gt;viu toda uma vida sem defeitos.&lt;br /&gt;Felicidade era tudo o que sentia em seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instintivamente passou a acreditar num Deus,&lt;br /&gt;bom e justo que pudesse governar os seus,&lt;br /&gt;guiando-lhes a semelhante felicidade caminho,&lt;br /&gt;pelo qual haviam levado-lhe sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza que tinha,&lt;br /&gt;no momento mais mágico de sua vida,&lt;br /&gt;parado em frente a sua amiga,&lt;br /&gt;tinha a confiança de que&lt;br /&gt;o caminho jamais tornaria a ser solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Então, só lhe restou beijar aqueles lábios&lt;br /&gt;como jamais beijara ninguem na vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-7556797366549976013?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/7556797366549976013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=7556797366549976013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7556797366549976013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7556797366549976013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/07/kapitu-iv.html' title='Kapitu [IV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5262946032402033242</id><published>2009-05-13T06:26:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:10:31.316-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><title type='text'>Tempo [II]</title><content type='html'>Creio que estamos vivendo o paradoxo de nossa era.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Todos pensavam que a tecnologia traria novos meios de se aproveitar a vida&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tornando-a sustentável e mais fácil. Afinal de contas a tecnologia foi criada, muitas das vezes, visando a economia de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O óbvio seria perguntar-se o que seria o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; para nós, cidadãos do mundo cosmopolita pós-moderno, mas creio haver um questionamento mais pertinente, como os filósofos costumam  fazer, é mirar-se no conceito tácito de economia. O que diabos é economia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nossa economia pós-moderna é um reflexo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; em que vivemos, um vai-e-vem do fluxo de informações, capitais e até mesmo pessoas, onde tudo deve gerar lucro. A economia no nosso tempo tornou-se um fim em si mesma[1]. Os mais contestadores podem então perguntar-se: "Mas ora, se não foi sempre assim, então pra que economia?!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiguidade os gregos exerciam atividades econômicas, tais como: emprestar dinheiro a juros; comércio e principalmente a agricultura de latifúndio. Mas então aonde exatamente reside a diferença? Para Moses I. Finley, famoso historiador que trata da questão greco-romana, a economia para os gregos não se tratava de um fim em si mesma. Tal prática visava primordialmente o acúmulo de prestígio nas mãos dos aristocratas entre os seus iguais e a formação de clientelas.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O rico, ao contrário dos dias de hoje, não era aquele que se vangloriava de trabalhar em uma empresa de sua posse, mas sim aquele que ao ser indagado sobre o que fazia, orgulhava-se de responder secamente: "Nada". O ócio era, na sociedade grega, tido como toda riqueza  e propósito único que um homem poderia acumular em sua vida, sendo ele destinado ao tempo de lazer que o sujeito teria, importante para a formação de um status dentro de sua própria classe ariscotratica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em suma a economia na antiguidade era um fim político e não visando a geração de mais capital, até por que os gregos não operavam com o conceito de capital e por que eles mesmos coibiam práticas deliberadas de acumulo. A riqueza pela riqueza era duramente criticada entre os gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como o ócio de herói passa a ser vilão?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão das utopias de liberdade no final do século XVIII, juntamente com a revolução industrial originaram uma nova espécie de homem, definida pela sociologia como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homo Faber"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[3]&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;. A existência desse cidadão é o resultado da simples equação entre a soma do que produz com sua força de trabalho e do que consome com a mais valia que obtém pela venda dessa[4]. Lévi-Strauss elucida que os dois maiores objetivos da vida em sociedade são: Maximizar a capacidade produtiva de atender as demandas existentes e preservar pelo máximo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; possivel a vida dos seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; torna-se, automaticamente, algo que o homem precisa transpor para atingir suas metas. Perde-se aquela relação de complementaridade do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; com a estrutura natural[5] da vida antiga que era totalmente baseada no ócio aristocrático. Esta, por sua vez, passa a ter uma relação conflitiva com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; na modernidade, baseado no ideal de lucro burguês. Na sociedade, se tomarmos o conceito de Lévi-Strauss ao pé de letra, a vida dos homens na modernidade, a despeito do que se pensa entre o senso comum, é focada na mera realização vazia de tarefas pequenas e na busca da realização de objetivos intangíveis. Como disse Bauman[6] recentemente em entrevista para o jornal O globo: "- Estamos sempre correndo, só não sabemos na realidade, atrás de que".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de transpor o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; tornou-se intrínseca e natural a existência humana nos dias atuais, principalmente com a expansão do processo de globalização. A internet parece ter sido o golpe de misericórdia, processos que outrora levariam dias, hoje tomam apenas alguns segundos. Mas eis que essa velocidade pareceu ter afetado a conduta humana, o ócio passou a vilão como o inimigo da transposição do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt;, por conseguinte os indivíduos progressivamente deixaram de ter um "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;tempo &lt;/span&gt;reflexivo[7]".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contemplação proveniente desse ato reflexivo, é o que produz uma espécie de valoração real das coisas e feitos dos indivíduos, com sua ausência o que vê-se na sociedade contemporânea é uma larga escala de trabalhos acadêmicos, que quase nunca são lidos; músicas, que são consideradas sucessos rapido demais e que somem mais rápido ainda; pseudo-celebridades que são conhecidas por 15 minutos e por ai vai. A ausência da reflexão afasta o indivíduo pós-moderno de qualquer tipo de julgamento de valores, tornando qualquer coisa, boa pra pelo menos alguns indivíduos. Temos assim, o que se chama nos tempos de hoje de: "relativismo cultural".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausência de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo&lt;/span&gt; reflexivo ou expressão concreta da liberdade de valores? Tanto faz. O importante é notar que o homem, destacado entre todos os outros animais pela sua capacidade de pensar e refletir, cada vez mais, não o faz acerca de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O paradoxo de nossa era trata-se na verdade de uma antítese.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;____&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;O autor aqui faz uma análise superficial do que é a economia nos dias atuais, sem qualquer embasamento bibliográfico ou científico, utilizando-se de conceitos pessoais e a despeito de qualquer julgamento de valor a respeito  da mesma.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Para mais informações sobre o assunto, ler o autor citado e suas obras sobre a economia do mundo antigo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Homo faber é uma denominação dada aos indívudos que considera sua força de trabalho como sua principal mais valia. Sua aplicação conceitual encaixa-se apartir do contexto histórico da Rev. industrial, em suma, o homem é aquilo que produz e consome. O autor aqui não possui embasamento científico ou bibliográfico sobre o conceito, utilizando-se de conceitos pessoais para definir tal termo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O autor pretende evidenciar que não pretende fazer nenhum julgamento de valor das teorias marxistas sobre o homem e o trabalho.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O sentido de estrutura que o autor tenta alcançar aqui é referente a antropologia estrutural desenvolvida por C. Lévi-Strauss.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Professor emérito da universidade de Leeds, autor de livros como amor líquido e modernidade e ambivalência.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Expressão utilizada por Bauman pra definir uma forma produtiva de ócio, que mira-se na contemplação das coisas, tal tempo na crença do autor é necessário para que não se perca a noção de valor, sentimental ou capital, de tudo que adquirimos ao longo do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tempo.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rafael Cunha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5262946032402033242?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5262946032402033242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5262946032402033242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5262946032402033242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5262946032402033242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/05/tempo.html' title='Tempo [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5322289128885744518</id><published>2009-04-30T20:51:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T20:32:16.779-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aos amigos'/><title type='text'>Aos amigos [I]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ele e ela&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele havia perdido grande parte do que considerava ser seu mundo, ela havia ficado nesse mundo perdido por ele. É verdade que no começo de tudo ela se importava muito mais que ele. De fato, ele pensava que fosse apenas delírio de criança e que esse seu sentimento uma hora iria acabar caindo no esquecimento, não caiu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que algumas pessoas precisam de uma espécie de estalo de realidade para perceberem determinadas coisas.  Pra ele um abraço em um momento específico e difícil serviu para marcar a existência dela como indivíduo de suma importância em sua vida. Passou a te-la muito mais por conta desde esse abraço, no entanto sempre teve medo de quando tivesse que partir, tivesse que deixar a sua verdadeira pequena para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou, quando teve de deixar o que tinha por seu antigo mundo, que havia perdido-a para sempre ou pelo menos por um bom tempo. Sabia que seu retorno aquela vida não seria iminente e que as saudades apertariam o coração de ambos, acreditava piamente que o que tinham esfriaria e que tudo fosse cair num mero esquecimento, afinal: Havia perdido um mundo de coisas no qual ela estava inserida, como não iria acabar perdendo ela, por si só?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não acreditava como alguém absurdamente mais nova e por conseguinte com interesses e experiências tão diversas podia fazer tanta falta em sua vida. Como alguém poderia compreende-lo e alegra-lo de tal forma, que sua ausência doesse a cada lembrança no âmago de sua existência. Já ela nunca parou muito pra pensar, pudera, sua falta de idade se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;refletia&lt;/span&gt; numa inconsequência apaixonante de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atos&lt;/span&gt; desmedidos por ele. Nunca se importou muito com essa coisa de idade, pra ela isso não deveria atrapalhar o que existia entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram então a se falar cada vez mais, quanto mais afastados ficavam, mais pareciam querer se falar. A saudade era a pior inimiga deles. E contra tudo e todos, permaneceram um no mundo do outro. Ela no mundo dele, como ele nunca acreditou, porém sempre quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notou então que não havia perdido um mundo. O mundo continuava ali, girando. Continuavam os dois nele, agora, separados por uma montanha. E hoje ele é eternamente agradecido a ela por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;faze&lt;/span&gt;-lo enxergar que uma perda não significa necessariamente um fim. E que nem todo fim é um fim em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Texto em homenagem a minha grande amiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Amanda&lt;/span&gt; Figueiredo, que com sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;espontaneidade&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;afeto&lt;/span&gt; me ajuda a suportar essa paranóia delirante que se chama viver.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rafael Cunha&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5322289128885744518?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5322289128885744518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5322289128885744518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5322289128885744518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5322289128885744518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/04/ele-e-ela.html' title='Aos amigos [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-8968893376341335296</id><published>2009-04-12T21:09:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:06:41.206-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é amor ? [IV]</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic;"&gt;Merda de saudade. As pessoas vivem por ai dizendo que amor é um construto,  fruto da relação de oposição que os seres humanos fazem entre quem podemos e  quem não podemos satisfazer nossas necessidades básicas. Um sentimento moderno  e burguês, definido por diversos cientistas sociais e psicólogos de uma maneira  que beira a simplicidade. Mesmo sabendo de tudo isso eu me pergunto, por que a  gente ainda sente essas coisas!? Será que vou ler isso em alguma parte da obra  de Levi-Strauss?! &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Sinceramente eu não posso aceitar que isso que eu sinta dentro do meu peito  seja "apenas" a manifestação da minha capacidade de opor mulheres que eu possa  me envolver de mulheres com quem eu não possa. Eu acredito em algo maior, muito  maior diga-se de passagem, que foge a qualquer definição de todas as ciências.  Acredito no amor na forma de arte, como algo que foge as coisas tangíveis do  consciente humano e transcenda nossas capacidades estruturais mais elementares.  &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Me recuso em acreditar que amamos, sofremos e nos realizamos por que faz  parte de ritos presentes em uma cultura. Sofrer e amar deve ser a dicotomia mais  ridícula de todo o extenso vocabulário das mais diversas linguas. Quando algo se  finda e nos apegamos de mais a alguem dizemos meramente: "Não posso ficar com  fulano por que ele não presta, só me fez sofrer, mas eu amo tanto ele!" &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Isso é ridículo, no fim o animal humano só para pra medir as consequencias  ruins dos atos alheios e esquece-se de humildemente avaliar sua conduta para com  o outro, estes amam e nem sabem exatamente pelo que se apegaram tanto. Isso não  é amar uma pessoa e sim uma intensidade. No que eu acredito, é como já disse  algo que transcende em anos luz a ciência e talvez até mesmo a arte. É algo que  nenhuma ciência ou nenhuma arte foram capazes de demonstrar. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;Uma energia tão forte que realmente tal sentimento seja facilmente confundido  com uma mera experiência intensa, mas empiricamente muito diferente de uma mera  atração pela emoção. Eu falo de plenitude de espírito a cada vez que você lembra  do passado, sente determinado cheiro e quando come determinada comida. Eu falo  de ser capaz de mesmo com um fim trágico, ser capaz de amar tudo que já vivemos  num passado e ser grato ao outro por isso. Eu falo de uma alegria conhecida por  tão poucos, deveras arrebatadora que te torne capaz de seguir em frente, em  busca de construir novas histórias tão mágicas e tão especiais quanto as de  outrora.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;O amor que eu acredito baseia-se em passado, presente e futuro. Numa  digressão simples e concreta, esse sentimento é ao mesmo tempo o que nos prende  ao passado e nos torna capazes de seguir em frente rumo ao futuro.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O amor é o presente, e essa saudade é tudo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Rafael Cunha&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-8968893376341335296?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/8968893376341335296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=8968893376341335296' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8968893376341335296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8968893376341335296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/04/o-que-e-amor.html' title='O que é amor ? [IV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-93836209298742282</id><published>2009-03-26T20:22:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:11:48.733-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kapitu'/><title type='text'>Kapitu [III]</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Existem belezas e belezas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de certo todas únicas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;algumas internas &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;outras externas,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;mas somente uma eterna.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pra sempre é sempre,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;como a bela é bela,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;menina da flor amarela,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;nos cachos daquela,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;que me ponho a olhar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A menina no corpo de mulher,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;assuta o poeta que a quer,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;não de uma forma qualquer,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;ponho-me a admirar-te,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;sonho conquistar-te.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quando a menina chega perto,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;eu tento ficar um tanto mais esperto,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;sua voz acaba deixando-me desperto,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;de um sono que dormi enquanto espero,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;a decisão de um veredito sincero.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Seja qual for o fim do livro,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;a história de um rapaz livre&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;e da menina firme,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;terá sido o conto mais certo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;que o poeta vivera de perto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Kapitu agora, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;precisa tornar-se &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;minha realidade,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;por que meus sonhos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;já habitas todas as noites.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-93836209298742282?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/93836209298742282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=93836209298742282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/93836209298742282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/93836209298742282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/03/kapitu-iii.html' title='Kapitu [III]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5078921813654319391</id><published>2009-03-17T06:36:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:06:30.416-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é o amor [III]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;Gamba atrai gamba.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Árdua tarefa a qual me propus. Praticamente me obrigam a atravessar a metafísica que os filósofos tanto clamam, pra que eu tente explicar um antigo dito popular: será mesmo que gamba atrai gamba?!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Não usarei nenhum exemplo próprio, por não achar aqui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cabivel&lt;/span&gt;. Confesso não ter &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéia&lt;/span&gt; de como começar a dissertar sobre essa delicada questão, afinal, não é tão simples assim postular certas regras, principalmente no que diz respeito ao campo semântico da palavra amor. Aventurar-me-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ei&lt;/span&gt; pelo campo da filosofia(barata e aprendida em uma aula, com toda certeza) e misturando a isso o principio da lei de atracão que todos nós assistimos no famigerado e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;chatíssimo&lt;/span&gt; documentário: O segredo(que de secreto mesmo não tem nada, afinal todo mundo já viu essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;budega&lt;/span&gt;, no meu caso dormi todas as vezes que tentei assisti-lo. Na quarta eu desisti).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Tirando a proposta infeliz e esdrúxula do documentário de tentar explicar o motivo da desigualdade social no mundo através da lei de atracão.(Os norte-americanos realmente devem querer muito as coisas, suponho eu) o documentário elucida pontos importantes de uma espécie de exercício do inconsciente, que em hipótese, seria capaz de &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;dar ao ser humano uma espécie de extensão de seus poderes, tornado-o apto a conquista de certos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;objetivos&lt;/span&gt; pessoais. Também vemos que o poder do nosso inconsciente pode nos dominar e até nos fazer mal. O que é perfeitamente ilustrado em outro ditado popular: "cuidado com o que desejas". É ai que pode-se propor um diálogo entre a metafísica &lt;/span&gt;e o senso comum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Acredito até certo ponto, que realmente não somos capazes de saber o que queremos. Nessas situações, não devemos entender que não queremos nada, mas sim que não conseguimos ver o que queremos. Como se a solução do problema estivesse contida nas respostas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;pras&lt;/span&gt; nossas próprias questões, que mesmo estando diante de nosso nariz, somos por vezes incapazes de ver. Escondido em nosso inconsciente&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;encontram-se nossas razões mais conscientes. Por que diabos então, não conseguimos ver isso claramente?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornemos então a analise da antropologia estrutural sobre o que faz os mais diferentes seres humanos serem iguais: a capacidade de fazer oposições(esquerda/direita; frio/quente; homem/mulher; etc...). Trocando em miúdos pode-se dizer que alguns indivíduos tem a necessidade de viver o drama de um "amor bandido", como forma de chegar a felicidade através do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;confrontamento&lt;/span&gt; com a tristeza. Como se o inconsciente de tais pessoas achasse mais fácil buscar um final feliz depois de uma história de penúria do que após uma de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que a uns dias no metro uma menina sentou-se a meu lado e estava a ler uma folha, eu muito curioso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;puis&lt;/span&gt; me a ler também. Em certo ponto, no texto da menina do Pedro II, estavam as seguintes palavras de Karl Popper: "na ciência então, só podemos convencionar o que seja verdade, se pudermos provar da mesma maneira que tal coisa possa ser mentira". Algo assim. O que entendemos disso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira coisa: Pessoas da oitava série não deveriam ter aula de filosofia, isso é complicado até pra quem é formado, quanto mais pra um aluno de ensino fundamental que provavelmente nem curte isso. Segunda coisa: Nós lemos por ai dia-após-dia que só chegamos a um extremo se experimentarmos o outro, nesse caso a dicotomia verdade/mentira é usada como exemplo do que foi citado acima. Como não querem que as pessoas realmente pensem que pra serem felizes, não precisam ser tristes antes!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando então a lei de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atração&lt;/span&gt;, se quer-se tanto a tristeza, por que então Deus não haveria de da-la a ti na forma de um grande "amor bandido"?! O grande fato é que poucas pessoas percebem que é uma tendência humana achar que pode-se opor tudo e que apenas através desta forma podemos experimentar determinados sentimentos, como se os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;antônimos&lt;/span&gt; estivessem obrigatoriamente atrelados. Nosso inconsciente prega-nos peças que nem imaginamos. Se gamba atrai gamba jamais poderemos afirmar, por que segundo Popper, jamais poderíamos dizer que isso é uma mentira. Mas é inteligível dizer que menos pessoas ainda conseguem  não depender dessa oposição estranha e absurda aos olhos conscientes do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas razões fogem à nossa própria compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5078921813654319391?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5078921813654319391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5078921813654319391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5078921813654319391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5078921813654319391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/03/gamba-atrai-gamba.html' title='O que é o amor [III]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2963907986190668786</id><published>2009-03-07T17:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.586-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [VI]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sociedade Big Brother&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos aguardar a investigação. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alguém vai ter que pagar por isso&lt;/span&gt;. Minha irmã perdeu a vida com 31 anos e deixou dois sobrinhos, um de 12 e outro de 10 anos. Quem vai ter que ficar com meus sobrinhos sou eu. Eles não têm com quem ficar. Não entendo como um médico faz uma coisa dessas. Isso não se faz nem com bicho”, se indignou a irmã de Verônica, Alba Valéria Barros."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1033026-9097,00-MULHER+MORRE+APOS+SER+OPERADA+NO+HOSPITAL+GETULIO+VARGAS.html&lt;br /&gt;__&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num mundo em que cada vez mais vemos tudo ter um valor de troca,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;qual é o preço da vida?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Nunca paramos para reparar o quanto algumas coisas andam desvirtuadas ou fora de padrão. Pra onde caminha nossa sociedade?! Tal pergunta soa como redundante diriam os progressistas&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;logicamente caminhamos para um futuro melhor que o passado. Não importa o quanto nosso passado tenha sido grandioso, é praticamente intrínseco a natureza do homem contemporâneo pensar que seu futuro sempre será maior. Talvez isso explique a nostalgia que abate os idosos no fim de suas vidas, ao verem que passaram sua existência inteira correndo atrás de um futuro que no fundo sabiam que jamais alcançariam, pois tal futuro grandioso na verdade era nada mais do que o seu presente. As pequenas alegrias vividas durante toda uma vida, que agora se tornaram passado. Alguns seres humanos com essa mentalidade progressista vivem quase tudo, passado e futuro, esquecendo-se do presente. A nostalgia pode estar ligada ao deslocamento do eixo de percepção pessoal do indivíduo, da busca do futuro ideal para a rememoração do passado esplêndido, passando logicamente pelo presente nunca vivido. Pode ser que surja ai uma pequena ponte de arrependimento, confesso não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos as indagações e deixemos as especulações de lado. Mais um absurdo corriqueiro provocado pelo desgastado sistema de saúde nas grandes cidades. Por um lado temos hospitais mal equipados e super lotados de pessoas esperando pra serem atendidas, de outro temos faculdades formando a torto e a direito profissionais sem a menor capacidade para exercerem suas profissões. O resultado disso tudo é a bagunça que vemos nos diferentes campos da nossa sociedade, neste caso, o setor de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do que afirmou a entrevistada, nenhum médico erra por querer. Ao contrário do que aprendemos com a nossa cultura televisiva big "breudiana", as pessoas ao cometerem um engano geralmente não tem o intuito de faze-lo. Como já diriam os sábios da rua: "De boas intenções o inferno está cheio". Mas como vivemos no mundo em que se deve justificar até o injustificavel, como o fato de um neurocirurgião abre a cabeça de um paciente do lado oposto ao indicado no laudo. Há justificativa pros erros que cometemos, afinal, se levarmos ao pé da letra o que escreveu Alan Kardec, nossa vida é um infinito jogo de erros e acertos e que devemos aprender com ambos até conseguirmos alcançar o objetivo a que a nossa alma se propõe. Na minha opinião é disso que o karma se trata, não importe se você acredita ou não em reencarnação. Estamos aqui por algum motivo, não!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o Estado sabe a resposta pra pergunta proposta inicialmente. Afinal, após anos do sistema keynesiano de wellfare state(o estado presente que dá assistência aos seus habitantes), tal fato não configura nada novo nos annales da história de nosso país. A resposta pro nosso questionamento talvez passe pela medida adotada pelo Estado pro caso de falhas bizarras no seu sistema de assistência social, o pagamento de pensões e indenizações. Mas por que?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por medo, como todos sabemos, vivemos hoje mais do que nunca uma cultura big "breudiana" que nos diz que devemos sempre visar a vitória e que ela deve ser sempre atrelada a uma premiação. Não se indeniza apenas a família de alguem que sofreu com alguma anomalia dessa sociedade, mas sim os habitantes como um todo. Tomemos o Big Brother Brasil como exemplo: 14 participantes em busca de 1 milhão, apenas um ganha e os outros 13 são relegados as chances que vierem posteriormente(capa de revista, trabalho na TV, etc etc...). É mais fácil dar 1 milhão ao vencedor e a ilusão pros outros, do que dividir um prêmio entre todos. Ocorre mais ou menos o mesmo com a nossa sociedade. Temos sempre a ilusão de que podemos e temos a obrigação de vencer. Não importando ética ou respeito algum, o que interessa é o nosso objetivo e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan Kardec não falou nada sobre valores, pelo menos não que eu tenha lido, e por conseguinte levando em conta sua obra podemos concluir que "vale-tudo" para cumprirmos nosso karma, ou como lá seja o nome disso. O importante é que o interesse coletivo em nossa cultura vem antes do bem coletivo, essas pensões e indenizações são valiosos instrumentos de controle da revolta popular contra o sistema. É o que assegura que o estado keynesiano siga adiante mesmo em países tão atrasados quanto nosso. Somos dia após dia relegados a esmolas e isso nem parece incomodar o corpo coletivo de pessoas. Preferimos viver de sonhos e ilusões enquanto nossos próprios sonhos nos são roubados bem debaixo dos nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos o pleno processo de individualização. A questão agora é, pra onde isso nos levará?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2963907986190668786?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2963907986190668786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2963907986190668786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2963907986190668786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2963907986190668786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/03/sociedade-big-brother.html' title='Leituras sobre a sociedade. [VI]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-4876458614950533780</id><published>2009-02-24T15:29:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T04:36:51.520-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [VI]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Matemática ética e/ou mentirosa.(?)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Renegando a verdade poderemos um dia chegar até ela?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;O ato de sonegar fatos é tão antigo quanto o próprio ser humano. Não há dúvidas que tal prática faz parte do carater de todo indivíduo, variando sutilmente de pessoa para pessoa. Quem nunca mentiu que atire a primeira pedra. O questionamento é muito mais ético do que técnico. Até onde a mentira é válida? Chegamos a um dos pontos críticos da individualidade humana, o conflito entre ética e interesse privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente creio que um anule sistematicamente o outro. Obviamente deve se considerar o conceito de ética pra cada pessoa como variável. Quanto mais ético o sujeito for, certamente encontrará mais barreiras para chegar ao objetivo traçado inicialmente. Logo chegamos a uma conta matemática simples, na qual temos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interesse próprio - ética = &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;objetivo alcançado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entendendo o conceito de ética como um conjunto de normas pessoais que cada indivíduo estipula pra si como limite moral de sua conduta na relação com as pessoas e com o mundo, logo notamos a suma importância que esta possui na arte de renegar a verdade. Seja pelo seu excesso ou pela sua falta, o ponto é que a mentira é sempre presente, entre os justos e os injustos, independente da ética moral de cada um. Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio ser pelo fato da mentira, assim como a ética, não ser algo uniforme. Podendo assumir diferentes formas nas mais variadas situações cotidianas. A grande diferença entre ambas é o fato de que a mentira pode ser algo premeditado ao passo que a ética é algo intrínseco a formação do carater do individuo. Raramente uma pessoa costuma, durante uma vida toda, a reavaliar seus valores morais. Enquanto que esse mesmo sujeito pode passar sua vida toda contando diferentes mentiras. A causa seria assim, natural. A mentira é feita pro outro, a ética pra nós mesmos. Enganar ao outro chega ser trivial perto de tapear a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como então, a ética limitaria a mentira? Creio realmente que não seja capaz de limita-la de todo. Mas certamente guia as razões pelas quais usamos tal artifício nas diferentes situações de nossas vidas. Caímos então em outra simples equação matemática, na qual temos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ética &lt; prios =" mentiras"&gt; interesses próprios = mentiras sinceras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;Reitero logo, que tais expressões matemáticas não representam nenhum juízo de valor. De certa forma são apenas expoentes de uma diferença pouco notada por enganados e enganadores. Tal detalhe, nada sutil diga-se de passagem, chama-se carater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que para ler-se nas entrelinhas dos motivos e limites éticos de cada pessoa, é necessária muita profundidade de espírito. E aqueles que pensam que estou falando do vão e batido perdão, enganam-se. O que expresso aqui é algo utópico, que talvez nunca seja alcançado por nós, meros mortais. Creio que deveríamos olhar menos o fato e mais o ato, julgando bondade e maldade, ao invés de meramente, certo e errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não digo que seria uma matemática dotada de lógica plena. Mas com certeza seria uma ciência sincera, mesmo na mentira, com ou sem ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até por que como Cazuza cantou diversas vezes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"...mentiras sinceras me interessam..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com o perdão da redundância, renegar a verdade nunca foi tão verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Rafael Cunha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-4876458614950533780?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/4876458614950533780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=4876458614950533780' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4876458614950533780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4876458614950533780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/digressao-sobre-etica-e-mentira.html' title='Do pensamento. [VI]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-4070037716092360829</id><published>2009-02-20T20:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:09.696-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Verso do amor.</title><content type='html'>O mais belo sorriso,&lt;br /&gt;merece o mais belo amor,&lt;br /&gt;que vem com todo calor,&lt;br /&gt;de uma linda paixão,&lt;br /&gt;que por acaso ocorreu,&lt;br /&gt;de maneira nada casual,&lt;br /&gt;esse amor nasceu,&lt;br /&gt;me dando a liberdade,&lt;br /&gt;de gritar para o mundo,&lt;br /&gt;que eu te amo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Escrito por Rafael Cunha em junho de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-4070037716092360829?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/4070037716092360829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=4070037716092360829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4070037716092360829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4070037716092360829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/primeiro-verso-de-um-poeta.html' title='Verso do amor.'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-789088269774739233</id><published>2009-02-19T18:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:10:23.489-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo'/><title type='text'>Tempo. [I]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;É tempo? Não, foi tempo!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tempo para esquecermos nossas magoas, pormos as diferenças de lado, vivermos arrebatadoras historias de amor, celebrarmos com os amigos que nos querem bem, um tempo de renovação e tambem de nostalgia, celebrando nossas memorias mais felizes de um passado que nem sempre é tão história quanto se pensa que é, ou que você gostaria que fosse.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;É tempo de se deixar levar pelas suas antigas paixões(ou não tão antigas assim), um tempo em que nós renascemos de diferentes formas, sejam elas, amorosas ou não, tempo de conhecer novas pessoas, tempo de viver novas experiências, tempo de comemorar antigas vitorias(ou não tão antigas), tempo de fingir ser o que vc não é(ou de ser o que você fingi não ser), é tempo de andarmos juntos com as pessoas que nos dão singelos sorrisos, é tempo de percebermos a beleza de pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tempo pra grandes atitudes, o carnaval é tempo de sermos felizes juntos, e tudo que seremos nesse proximo só depende de nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escrito por Rafael Cunha em 26/01/2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-789088269774739233?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/789088269774739233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=789088269774739233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/789088269774739233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/789088269774739233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/das-cartas-que-guardo-pra-te-dar.html' title='Tempo. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-8086023938898678740</id><published>2009-02-15T16:26:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.587-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [V]</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rio de Janeiro: uma cidade, duas sociedades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 105 anos se passaram desde a grande reforma urbana promovida pelo prefeito Pereira Passos e sua pseudo-europização-carioca. Inspirado por suas corriqueiras visitas a Paris, o mandatário carioca decidiu que já era tempo de mostrar aos flagelados o seu devido lugar, assim como na cidade francesa, decidiu tornar o até então submundo que era o centro no maior centro de comércio da cidade. Julgou necessário para isso acabar com todos os cortiços que haviam no entorno da região, valorizando os imoveis que lá haviam. Tendo dado nome aos bois, Passos iniciou sua tão sonhada reforma urbana expulsando os flagelados pra bem longe do centro, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos não parecia ser o tipo do cara que se valia daquela antiga máxima: "Se quer sentir-se grande, olhe pro chão. Caso queira notar-se como pequeno, olhe pro céu". Nosso mandatário entre uma viagem e outra a bela e moderna Paris do começo do século passado esqueceu-se de dois pequenos detalhes que diferiam o Rio de Janeiro da cidade francesa: 1) As regiões centrais de Paris não eram cercadas de morros cheios de espaço prontos para serem ocupados pelos flagelados expulsos de seus antigos lares; 2) Por conseguinte, se você desaloja alguem e não lhe apresenta novos lugares pra que possam residir, então você está automaticamente lhes dando permissão pra que se virem do jeito que conseguirem. Logo nos resta praticamente uma soma trivial de um mais um para concluirmos como o problema começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação acima é ilustrada pela frase de Washington Luís, presidente da república entre 1926-1930, que define exatamente o tipo de pensamento que regeu a reforma urbana promovida pelo antigo prefeito carioca, 25 anos antes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Questão social é caso de polícia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se reconhecer que pelo menos após 25 anos de esquecimento uma coisa pelos flagelados foi feita. Com ascenção de Vargas ao poder em 1930, após conturbadas eleições, iniciou-se o processo de inclusão das camadas inferiores da sociedade na vida pública e política do estado. Finalmente os flagelados eram promovidos de classe, se tornavam os Pobres ou a classe baixa. Na prática a sua incersão em uma nova classe social não representou um avanço que fosse além do que outros países no mundo já experimentavam havia anos. Enquanto isso ainda eram relegados, de maneira progressivamente maior, a pseudo-lares no alto dos diferentes morros cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se Vargas, ficou-se a arte de usar os agora pobres para fins políticos, a tão aclamada democrácia. Mas deve-se afirmar que pelo menos quando eram parte do jogo, a vida era um pouco mais fácil. Com o ascenção dos militares ao poder e com os sucessivos mandatos de Carlos Lacerda como governador do Rio de Janeiro, os pobres voltaram novamente a categoria de flagelados. Além de não terem conseguido nada mais do que um pseudo-lar, sofreram com severos arrochos salarias e taxas exorbitantes de desemprego. Lacerda como bem se sabe, era um combatente ferrenho da "ocupação ilegal das encostas cariocas" e por conseguinte não julgava necessário nenhum tipo de investimento na area social tendo em vista as melhorias das condições de vida no submundo que eram as favelas cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então a 80 anos de esquecimento e manipulação dos flagelados. Não obstante a isso via-se uma sociedade formada, dentro de outra e sem nenhuma autoridade interessada em criar regras de conduta para serem seguidas por seus habitantes. Em 1980 surge nas favelas cariocas quem ditaria as ordens dessa sociedade paralela, o Comando Vermelho e sues ideáis de paz, justiça e liberdade. A organização deu voz a essa sociedade esquecida por todos nós, assumindo o controle do tráfico de drogas nos diferentes morros cariocas e criando as chamadas "leis do morro", os integrantes dessa organização sem nenhum fim político, diferente das FARC, começaram de um jeito extremamente controverso a lutar e defender certos direitos dos flagelados. Durante os últimos 25 anos algumas conquistas foram feitas, logicamente não apenas pela facção. Com o passar dos anos cada vez menos os ideáis de paz , justiça e liberdade eram propagados entre os integrantes, mas houveram excessões, como Marcinho VP.(Ler livro Abusado - Caco Barcellos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vemos o tamanho do problema que 100 anos de descaso das autoridades e dos habitantes cariocas produziram: Uma facção criminosa que controla cerca de 1/3 dos habitantes da cidade, uma guerra civil pelo entre diferentes facções pelo controle dessa população e principalmente uma guerra social entre dois grupos que apesar de residirem na mesma cidade, tem cada vez menos coisas em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O confronto atravessa os limites das bocas de fumo e dos batalhões da PM, chega até o dia-a-dia dos habitantes de ambas as sociedades. É notório o choque de culturas existente entre ambos os grupos. Uns que ao longo de 100 anos tiveram acesso a todos os tipos de formação possiveis, optaram por não ver aqueles que clamavam por alguma chance. Pelo menos vemos uma tentativa de integração cultural entre ambas as sociedades através de Ong's e atitudes isoladas de algumas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fim das contas, em geral é isso ai, continua-se ignorando o pobre, exceto quando se quer conseguir um pó de 10, desfilar numa escola de samba ou ir a um baile funk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa(mente hipócrita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-8086023938898678740?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/8086023938898678740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=8086023938898678740' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8086023938898678740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8086023938898678740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/rio-de-janeiro-uma-cidade-duas.html' title='Leituras sobre a sociedade. [V]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2290962568743855066</id><published>2009-02-12T09:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:48.734-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kapitu'/><title type='text'>Kapitu [II]</title><content type='html'>"Dos olhos castanhos e da pele morena,&lt;br /&gt;a flor no cabelo e sua pose amena,&lt;br /&gt;um sorriso lindo numa boca pequena&lt;br /&gt;mais bela que a própria Afrodite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meus olhos fitaram os seus,&lt;br /&gt;nem toda força de Zeus,&lt;br /&gt;seria capaz de obrigar-me a um adeus,&lt;br /&gt;sem um beijo nos lábios teus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem baco seria capaz de pensar&lt;br /&gt;em folia maior do que admirar&lt;br /&gt;a moça prosa e seu suave andar,&lt;br /&gt;que me faz passar noites em claro a sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iluminismo da minha vida,&lt;br /&gt;monoteismo da minha fé,&lt;br /&gt;evolucionismo do meu amor,&lt;br /&gt;o revisionismo da minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kapitu é presente divino,&lt;br /&gt;vindo do olimpo,&lt;br /&gt;meio mulher, meio deusa,&lt;br /&gt;um pouco de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kapitu és somente o tu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2290962568743855066?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2290962568743855066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2290962568743855066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2290962568743855066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2290962568743855066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/kapitu-ii.html' title='Kapitu [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-4407879450265641629</id><published>2009-02-07T21:19:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:09.696-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Marcas.</title><content type='html'>"As marcas que levo da vida,&lt;br /&gt;não são mais que meras idas e vindas&lt;br /&gt;entre as diferentes moças lindas&lt;br /&gt;que passaram pela minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naveguei por diferentes lábios,&lt;br /&gt;porem apenas um fora capaz de deixar&lt;br /&gt;um legado de beijos que me obrigo a lembrar,&lt;br /&gt;ou que não consigo esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos beijos mais complicados surgiram histórias,&lt;br /&gt;no começo eram lindas e felizes como qualquer boa memória,&lt;br /&gt;com o passar do tempo foram perdendo a magia e a glória,&lt;br /&gt;acumulando mágoas e saudades por meu peito, e agora?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão-se as alegrias,&lt;br /&gt;ficam as lágrimas,&lt;br /&gt;entre memórias e histórias,&lt;br /&gt;o passado não sai do meu peito,&lt;br /&gt;e chego a conclusão de que és única marca em minha vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-4407879450265641629?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/4407879450265641629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=4407879450265641629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4407879450265641629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/4407879450265641629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/marcas.html' title='Marcas.'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1490343859076565981</id><published>2009-02-05T19:36:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.587-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [IV]</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Noticias de uma guerra particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entre um terrorista morto e um soldado israelense capturado, um grito de cada lado. Ele defende os atos do exército de Sion, ela coloca-se como ardua protetora dos direitos humanos palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma folha e outra dos jornais e semanários, entoam os mais variados argumentos para ao mesmo tempo que projetam a grandeza de sua causa, desmerecer a causa do outro. Se encontram invariavelmente todas as noites da semana em sua faculdade, localizada no centro do Rio de Janeiro, onde entre a prisão de um traficante dentro do prédio e os mendigos pedindo esmola no portão do instituto, gostam de discutir entre si sobre como os direitos humanos são violados por parte de cada lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam sobre as crianças palestinas mortas durante o conflito, seja de fome ou vítimas dos ataques do exército de israelita. Ao termino da discussão ambos dirigem-se para lados opostos rumo a seus respectivos lares, a única coisa que os dois tem em comum é o fato de que invariavelmente terão de "passar" por alguma criança ou adulto que certamente, assim como os pelestinos, não terão um teto pra dormir ou um prato quente de comida pra comer, onde estão os direitos humanos agora?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudam o assunto a caminho de casa, cada qual com seus iguais, falam sobre o recorrente medo que os judeus sentem de sair as ruas. O medo de ataques do hamas contra suas cidades, os fazem pensar duas vezes na hora de dar uma saidinha pra ir na rua. Por um minuto, desconfio que esqueçam do próprio medo de andar pelas ruas do Rio de Janeiro, e de serem assaltados ou agredidos por aquelas mesmas pessoas que não são dignas de serem o "assunto acadêmico-político".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam em casa, ligam o computador e pela internet voltam a discutir. O assunto agora é a disparidade bélica entre os dois lados. Entre um tiro e outro vindo de uma invasão do bope nos morros vizinhos a seus condomínios de classe média, mas alguns jovens sem oportunidade mortos, esquecidos por pessoas como ele e ela. Não merecem nem ser alvo das discussões informais, tornam-se figurantes renegados aos olhos de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de papo. Só lhes resta dormir e se preparar pra que amanha corra tudo do mesmo jeito. Que saiam de casa e cheguem de volta sem sofrer nenhum mal, e o mais importante, que continuem a defender suas respectivas causas. Afinal de contas, ser humanista é super bonitinho, né!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1490343859076565981?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1490343859076565981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1490343859076565981' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1490343859076565981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1490343859076565981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/02/noticias-de-uma-guerra-particular.html' title='Leituras sobre a sociedade. [IV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-7792424466407260939</id><published>2009-01-28T20:46:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.587-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [III]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family:times new roman;"&gt;Ouça bem as palavras que lhe digo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça bem as palavras que lhe digo. Não preserve apenas as memórias boas, trate de guardar também algumas que te façam sofrer. Seu coração irá te agradecer cedo ou tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de existencial no sofrimento e creio ser isso a coisa mais pragmática que pode-se concluir de um punhado tão vazio de dor. Seria um pecado a felicidade alheia incomodar a ponto de fazer alguem sofrer?! Talvez o pecado seja o que tal fato representa. Um indivíduo só se deixa levar pela inveja quando não está suficientemente voltado para si, quem sabe ai resida o grande erro: Importar-se mais com o que te faz infeliz do que com o que te faz feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma espécie de imediatismo oculto que a psique humana insiste em aplicar ao cotidiano dos indivíduos. Ve-se com muito mais facilidade a doença do que a cura, e creio que no fundo não se pode culpar o ser humano por faze-lo. Usando a mesma analogia da frase anterior, diagnostica-se com muito mais facilidade uma doença do que sua cura, na verdade, se não soubermos o que nos causa o mal, jamais saberemos no fim das contas qual é a cura. Tal fórmula parece ser a mais funcional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não com as pessoas em geral?! Talvez ai seja uma questão muito mais construida pela sociedade do que algo propriamente ligado a natureza humana. No caso da analogia anterior, é uma mera necessidade natural que se diagnostique o que causa o mal para sabermos como combateremos tal mal. Há de se ressaltar a impossibilidade da interferência de nenhum mecanismo social nesse processo, sendo ele uma parte intrínseca do que comumente chamamos de coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordemos que o ser humano está sempre em busca de um estado de espírito utópico, que chamaremos por felicidade plena. Seria esta busca algo natural, ou seria ela mais uma mera construção de nossa sociedade?! O grande ponto dessa discução talvez seja que a felicidade plena que tanto buscamos, sendo um constructo ou não, reside dentro de nós mesmos e não dentro do outro. Sendo assim, torna-se mais facil atingirmos nosso objetivo máximo de vida(felicidade) através da cura(que encontramos em nós mesmos) do que através da solução da doença(que encontramos, nesse caso específico, no outro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça bem as palavras que lhe digo, guarde o mal dentro de ti, pois se a cura mora dentro de cada pessoa, não é dificil concluir como se curar de algo que lhe torna infeliz. Volte-se pra dentro, preserve suas memórias, faça sua história!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-7792424466407260939?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/7792424466407260939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=7792424466407260939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7792424466407260939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/7792424466407260939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/01/doenca-de-fora-e-cura-de-dentro.html' title='Leituras sobre a sociedade. [III]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1049934159117664935</id><published>2009-01-24T20:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:04:52.392-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [V]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Kant x All&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;- Immanuel Kant&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica kantiana com certeza não faz o menor sentido. Kant desconsiderou toda a infinita tendência humana a perversidade e egoismo, preferindo achar que todos os indivíduos dotados de alguma racionalidade lógica, ignorariam tais sentimentos inerentes a natureza humana, para se por a pensar num bem maior: o coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio, pensando no tocante à psique humana, que Kant considerou de modo leviano e puramente inspirado pela Revolução Francesa e seus ideais de igualdade, a humanidade como um todo homogêneo e indissoluvel. Desconsiderou completamente a possibilidade da existência de diferenças básicas das mais variadas ordens, tais como: cultural, evolucional, intelectual, sentimental, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerou serem todos nós, meros mortais, o todo do tudo. E o que o todo do tudo faz?! Pensa no todo sempre abrindo mão de tudo. Pobre Kant, mal sabia ele que a igualdade proposta pela Revolução Francesa simplesmente não passava de mera falácia dos mais novos soberanos do mundo, assim como a teoria do direito divino fora a crendice que havia imperado no mundo por muitos séculos, sustentada pelos antecessores dos que à época de Kant, mandavam no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduz-se então o ser humano ao mobile no furacão, incapaz de diferenciar-se por suas idéias, sentimentos, pensamentos ou qualquer outra espécie de coisa. Finalmente a utopia Kantiana está realizada, a grande massa idealizada é apresentada ao mundo. Abrindo-se mão de todos os seus interesses pessoas em prol do coletivo, o individuo deixa de existir, deixando de existir qualquer tipo de individualidades, não existe nenhum tipo de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua crença de igualdade então, Kant ignora totalmente a busca humana pela liberdade, seus interesses individuais, sentimentos particulares experimentados das maneiras mais diversas pelas diferentes pessoas, a evolução espiritual de ada indivíduo, dentre milhares de outras particularidades humanas, as quais a Revolução Francesa não permitiu que lhe fossem apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje, somos tão individualistas e quase sempre optamos por pensar exclusivamente em nós mesmos, não é por sermos monstros ou completos imbecis, mas sim por todos nós sermos muito mais do que meramente o todo do tudo. Por possuirmos as mais diferentes e infinitas particularidades das mais diversas ordens, e por estas apenas se manifestarem no pleno exercício do direito divino a liberdade, o qual é parcialmente cerceado pela existência de um código moral de respeito ao coletivo. Esse talvez seja o grande segredo da vida, a eterna busca da experimentação de uma individualidade plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Kant, parece que a galera aqui embaixo escolheu a liberdade ao invés da sua utópica igualdade, seriamos nós 6 bilhões de idiotas, ou seria o senhor, o grande detentor da verdade máxima da vida?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos a anarquia que escolhemos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1049934159117664935?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1049934159117664935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1049934159117664935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1049934159117664935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1049934159117664935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/01/kant-x-all.html' title='Do pensamento. [V]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1207976666581708017</id><published>2009-01-02T18:36:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:48.734-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kapitu'/><title type='text'>Kapitu. [I]</title><content type='html'>"Reconheço-a pelos olhos&lt;br /&gt;pequenos e profundos,&lt;br /&gt;de um tom castanho escuro,&lt;br /&gt;os quais refletem a força&lt;br /&gt;que só encontro em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reconheço-a pelo cheiro&lt;br /&gt;das mais deliciosas frutas,&lt;br /&gt;aromas e essências mil,&lt;br /&gt;as quais refletem a beleza&lt;br /&gt;que só encontro em sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reconheço-a pela voz,&lt;br /&gt;suave e delicada&lt;br /&gt;de tom grave singular,&lt;br /&gt;a qual reflete a magia&lt;br /&gt;que só encontro em suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reconheço-a pelo sorriso,&lt;br /&gt;discreto e doce,&lt;br /&gt;um carnaval fora de época,&lt;br /&gt;uma pintura dentro da cena,&lt;br /&gt;que só encontro em sua boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kapitu é o carnaval dentro da cena,&lt;br /&gt;a pintura fora de época,&lt;br /&gt;a doce magia,&lt;br /&gt;profunda força,&lt;br /&gt;o corpo todo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1207976666581708017?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1207976666581708017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1207976666581708017' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1207976666581708017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1207976666581708017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2009/01/kapitu.html' title='Kapitu. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-2733659510866143421</id><published>2008-12-17T19:34:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:09.697-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>O poeta e a menina.</title><content type='html'>"Sorri, sorri, sorri, sorri, sorri&lt;br /&gt;com a leveza de uma menina&lt;br /&gt;que segue a risca aquela sina&lt;br /&gt;trazendo confete e serpentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai seguindo a sequencia,&lt;br /&gt;com toda aquela beleza,&lt;br /&gt;que já lhe é comum e que de jeito algum,&lt;br /&gt;deixa-se abalar, por alguma distância,&lt;br /&gt;ou discrepância na magia de seus sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje me torno o poeta, o aprendiz,&lt;br /&gt;dessa beleza que mora nos seus olhos,&lt;br /&gt;dessa magia que mora em seu sorriso,&lt;br /&gt;dessa leveza que mora na paz,&lt;br /&gt;que o poeta só encontra em sua musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje venho aqui, perante o mundo,&lt;br /&gt;declarar o quão magnânimo és,&lt;br /&gt;o que representas para o mundo,&lt;br /&gt;de seu modesto poeta."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-2733659510866143421?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/2733659510866143421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=2733659510866143421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2733659510866143421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/2733659510866143421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/12/o-poeta-e-menina.html' title='O poeta e a menina.'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-8328548588662294194</id><published>2008-12-14T19:21:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T17:11:09.697-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas'/><title type='text'>Quem vos fala.</title><content type='html'>"Sem medo de errar,&lt;br /&gt;sem receio de acertar,&lt;br /&gt;com toda sua vivência,&lt;br /&gt;atinge o ponto fraco,&lt;br /&gt;de quem vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De toda forma encanta,&lt;br /&gt;quem vê se espanta,&lt;br /&gt;com tamanha perseverança,&lt;br /&gt;dando toda esperança,&lt;br /&gt;à quem vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona de uma retórica única,&lt;br /&gt;de uma história dura,&lt;br /&gt;de uma sabedoria anciã,&lt;br /&gt;e de uma esperteza jovial,&lt;br /&gt;que impressiona quem vos fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito há de ser destacado,&lt;br /&gt;o recado que nos passa o rebolado,&lt;br /&gt;da linda mulher à atravessar a rua,&lt;br /&gt;que se poe a atravessar a vida de quem vos fala,&lt;br /&gt;mostra o que é a mistura de beleza e força,&lt;br /&gt;que faz apaixonar,&lt;br /&gt;quem vos fala."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-8328548588662294194?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/8328548588662294194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=8328548588662294194' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8328548588662294194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8328548588662294194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/12/quem-vos-fala.html' title='Quem vos fala.'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-3221205184080767252</id><published>2008-12-11T18:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.588-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [II]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family:times new roman;"&gt;Quem sabe o que é ter e perder alguem?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já estava para nascer, havia certamente mais de 35 horas que ele não dormia, montava guarda em um dos pontos mais movimentados do morro da Sá Viana, no bairro do grajaú na zona norte carioca. Prestava atenção no movimento, era assim: um olho no asfalto, outro no alto do morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida era dificil, como num quartel do exército, haviam escalas a ser cumpridas e quando o "soldado" assim desejasse, poderia dobrar o seu expediente desde que não aparentasse cansaço. O pagamento era muito bom, podia sustentar seu filho e suia esposa de uma maneira digna, havia tentado servir ao verdadeiro exército, mas como não sabia ler, fora reprovado. Era seduzido pelo crime desde muito cedo, mesmo antes de ter responsabilidades maiores, via sempre membros da quadrilha de traficantes com tênis e celular novo, enquanto ele não tinha dinheiro nem pra comprar um saco de biscoitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filho veio, foi pior. Sem dinheiro pra ajuda-lo e vendo seus país lhe dizerem que era hora de assumir as responsabilidades pelo filho que arranjára e pela decisão de se casar com a mulher a quem havia engravidado, viu como única saida depois de muito procurar por algum emprego digno, que não fosse como faxineiro, cujo o pagamento mal podia render-lhe o seu próprio sustento, quanto mais o de seu moleque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegiu arranjar um emprego junto de sua esposa, não ganhava muito, mas dava pro gasto, o trabalho era meio expediente e assim, podia fazer carretos no super-mercado local e de tal forma complementar a renda familiar, juntos trabalhavam em um pequeno restaurante ali perto, o que juntos ganhavam não era muito, mas consegiam honrar com todos os seus compromíssos e ainda conseguiam economizar algum, tinham o sonho de dar uma educação decente pro seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que finalmente havia se arranjado na vida, porem o destino havia caprichosamente lhe reservado todos os motivos pelos quais invariavelmente viraria um criminoso, não pelo dinheiro, nem pela moral, mas pela vingança e pelo ódio. Em uma agradavel noite de novembro, ele e sua esposa se encontravam voltando do ensaio da escola de samba local, quando perceberam estar sendo seguidos por alguns elementos, já passava das 4:00 e as vielas da favela encontravam-se absolutamente vazias. João começou a sentir um mal pressentimento, porem continuou a caminhar, 20 metros a frente viram-se cercados por sete homens encapuzados que gritavam ostensivamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdeu negao! Perdeu negão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele atordoado só conseguia responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sou trabalhador! sou trabalhador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns segundos um dos homens mais exaltado pegou sua esposa e ameaçou veementemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se não falar onde o Baby tá?! Eu juro que estoro ela todinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clamava, ajoelhado no chão, pela piedade dos homens de preto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de deus, nós temos um filho pra criar, eu sou trabalhador, ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que parecia ser o lider entre os demais, deu de ombros com uma indiferença que João jamais esqueceria em sua vida, o desprezo que o sujeito tinha poucos segundos antes de matar covardemente sua esposa, nunca iriam sair de suas lembranças, e como num súbito reflexo, como quem mata uma barata ou um rato, um exaltado homem grita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já que você não vai abrir essa boca, então piranha vai pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num reflexo um segundo homem trouxe um saco plástico que fora ultilizado para matar sua esposa asfixiada, enquanto um frio carrasco gritava em meio aos risos dos outros rapazes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quer falar, então tu vai continuar vendo essa piranha morrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sabia o que fazer, implorava desesperadamente pela vida dela até ve-la cair no chão, sem fôlego e morta. Tomado pela fúria começou a chingar todos eles, sabia que invariavelmente seria o próximo e só um milagre o salvaria. Pensava em seu filho e em seus país, o quanto eles sofreriam e como seu filho iria se virar sem seu pai e sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O milagre que ele esperava, realmente veio a acontecer, um grupo de aproximadamente 20 bandidos da quadrilha de baby haviam sido informados do que estava ocorrendo por algum morador, e vieram checar se a denúncia era verdadeira, se deparando com homens encapuzados de preto não tiveram dúvida começaram a disparar enlouquecidamente. Ainda atordoado João consegiu se esconder atrás de uma lata de lixo, o tiroteio havia durado cerca de 15 minutos. Quando sentiu que o clima havia esfriado, saiu de trás da lata de lixo, viu alguns bandidos em círculo em volta de algo, chegando mais perto um dos bandidos, que por acaso era seu amigo de infância perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai João, que que aconteceu!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando João foi explicar o ocorrido, viu que ao lado do corpo de sua esposa, havia o corpo de um dos homens encapuzados ainda vivo, e amarrado por cordas de nailon. Não pensou duas vezes ao falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me dá o saco Luiz, vou passar esse filho da puta agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram as leis do morro, e desconfio que sejam as leis da vida. A vingança é um princípio da natureza humana, ao contrário do que muita gente pensa, ela é mais antiga do que o próprio conceito de certo e errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num movimento rápido, um minuto havia bastado, para que o homem de preto perdesse o fôlego pela eternidade. E assim João havia definitivamente arrumado as mais diversas razões para entrar pro mundo do crime, como também havia vivido tudo o que é necessário para se desumanizar o ser humano. Havia num curto espaço de tempo, deixado de ser homem e se tornado um animal. Tudo o que passava por sua cabeça eram instintos, não mais pensamentos ou idéias, sentiu a sede pela vingança aumentar ao matar o homem de preto, queria matar todos eles, queria matar a todos que um dia já destruiram a vida de alguem, queria mostrar a todos eles o que é ter e perder alguem! Mas no fundo sabia que isso era impossivel, porem isso não fez o ódio ir embora, só fazia aumenta-lo a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim decidiu entrar para a quadrilha, assim parou de sentir. Tornou-se o soldado perfeito, não por necessidade, nem tão pouco pelo prestígio, mas por ideologia. Se perguntava no fundo de sua alma: - "Quem sabe o que é ter e perder alguem, sente a dor, que sinto?!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior virus da sociedade em que vivemos, é ao mesmo tempo a mais perigosa arma usada contra ela. Criamos hoje, quem pode nos matar amanha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-3221205184080767252?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/3221205184080767252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=3221205184080767252' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/3221205184080767252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/3221205184080767252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/12/quem-sabe-o-que-ter-e-perder-alguem.html' title='Leituras sobre a sociedade. [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1933209360149841057</id><published>2008-11-28T19:22:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:08:09.588-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leituras sobre a sociedade'/><title type='text'>Leituras sobre a sociedade. [I]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Liberdade, igualdade e fraternidade a todos os idiotas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nelson Rodrigues uma vez escreveu:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;"Até o século 19, o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. Houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vos pergunto, quem disse que todos tem a capacidade de pensar?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, pouquíssimas pessoas tem a capacidade de pensar, formular idéias sobre a vida, é uma questão muito maior do que a liberdade para faze-lo. O antigo aristocrata, que tanto criticam os teóricos da Revolução francesa, eram educados por uma vida toda, nas mais diferentes funções de gestão do pensamento, do estado, da liberdade, da vida em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação dessa nata intelectual, que passava a vida e se perpetuava numa linha de excelência do pensamento, do sentimento e da razão, que ditavam as maneiras e os bons costumes, e por conseguinte mantinham um estado de ordem civil baseado, não os valores abominaveis de uma burguesia que visava e visa até hoje, o acumulo de mais-valia sobre qualquer custo social, mas sim em normas rígidas de comportamente, os tão famigerados e hoje tão execrados: Bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar disto, ocupou o lugar de classe dominante uma burguesia que bradava e ostentava o estandarte da liberdade, que liberdade? Não existe um documento sequer de algum cidadão fancês do campo, dizendo que este gostaria de ser "mais livre". Alias, colocação subjetiva, até por que, esse camponês podia fazer tudo o que lhe agradava, ir a igreja no domingo, arar sua terra, se tornar um pai de família, enfim, tudo o que seus antepassados haviam feito, certamente seu único descontentamento acerca da revolução, era a fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não culpemos a aristocracia pela fome, até por que sabemos que na história dos Estados-nação, ocorreram crises tão ruins ou piores do que a usada de pretexto pro estiopim revolucionário na França. De certa forma, essa burguesia e seu estandarte, pregavam algo que legitimamente era pra todos, mas que certamente só poderia ser aproveitado por ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vemos os decendentes do campesinato, os "novos camponeses" morando nas periferias de Paris, pergunto aos revolucionários, igualdade pra quem!? Responderão igualdade perante as leis. Responderei então, as leis feitas justamente pra punir quem ouse violar o sistema de acumulação burgues da capital, o burgues tem necessidade de ser sujeito a essas leis, só quem ele terá de coagir, pra que essa "igualdade" seja mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último suponho que tenha restado a fraternidade?! Vivemos num mundo tão fraterno que as políticas financeiras decorrentes da gloriosa revolução francesa, geraram as duas grandes guerras, e os massacres imperialistas na África e na Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo então, que tecnicamente o espaço de classe dominante jamais será ocupado como fora outrora por uma aristocracia que poupava os indivíduos do duro fardo de terem de pensar sobre as mais complicadas coisas da vida, que evitou até onde não pode mais, o levante dos idiotas, liderado por pessoas movidas pelo culto ganacioso ao Deus dinheiro, que substituiu os antigos homens de bem, que cultuavam valores diferentes, em uma sociedade diferente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1933209360149841057?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1933209360149841057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1933209360149841057' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1933209360149841057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1933209360149841057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/11/liberdade-igualdade-e-fraternidade.html' title='Leituras sobre a sociedade. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-971810597405036586</id><published>2008-11-22T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:06:07.837-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é o amor? [II]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ela disse adeus.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já não era a primeira vez em mais de ano de relacionamento que ele propunha a ela que ficassem juntos, pra valer, sem nenhum impedimento, que fossem o compromisso mais sério um do outro, era o que desejava do fundo do seu coração, havia fracassdo em todas as tentativas anteriores, apesar dela sempre confessar que nunca havia deixado de ama-lo por um segundo sequer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Ficavam sempre um período juntos, quando as coisas começavam a ficar sérias e ele se propunha a tornar-se seu namorado ela pensava, pensava, pensava e acabava recusando, sucedia-se então um período afastados, eis então que acabavam se rendendo ao amor, e invariavelmente voltavam a se falar, se aproximavam e ela o recusava, não por não ama-lo, na verdade essa era a única certeza que ambos tinham um a respeito do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viveram esse movimento circular por cerca de pouco mais de 1 ano, até decidirem que isso não poderia mais ocorrer, afinal eles se amavam, compartilhavam sonhos, medos, vontades, desejos e etc. Não que fossem pessoas afastadas, na verdade o destino havia os afastado, moravam em cidades diferentes, mantiveram durante o ano em que se relacionaram praticamente uma postura entre namorado e namorada, principalmente durante os 6 meses finais, mal ou bem iam ganhando uma intimidade diferente, se conheceram de maneira diferente do que casais normais costumam fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a incontaveis horas de conversas pelo telefone e pelo computador e por um convívio limitado pessoalmente, tiveram de contentar-se em conhecer os sonhos um do outro, o carater, os problemas, os medos, os gostos, o humor, o amor. Isso lhe parecia mais do que o suficiente, afinal, enventualmente ela viria morar em sua cidade, mais cedo ou mais tarde, para ela não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não se contentava com suas palavras amigas, queria-o presente dia-após-dia, queria seus beijos, seus abraços, seus suspiros, seu corpo, ali, sempre presente. Algo que ele jamais poderia dar a ela, não enquanto morassem a 200 KM de distancia, se propos a manter uma rotina de visitas a ela, visava ultrapassar qualquer barreira pra que ela tivesse o que tanto queria, porém ela era realista, pragmática ao extremo, enquanto ele era um existencialista, o realismo dela era completamente incompativel com as utopias dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sincera ao extremo dizendo que talvez quando estivessem morando mais perto, que não lhe bastava o sentimento, o amor não era suficiente, ele achaava essa frase em especial a maior heresia que já ouvira dela, a magoa ia tomando conta dele, enquanto aquelas mensagens iam chegando, e cortando cada vez seu coração, em determinado momento encontrava-se em choque, ela encontrava-se aliviada achando que o tinha poupado de uma dor maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela terminou suas mensagens com um aliviante: Adeus, talvez um dia, mas não hoje.&lt;br /&gt;Ele terminou suas mensagens com um angustiante: Você está certa, seremos amigos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia que não era o que acreditava, ficara incoformado, absorto em suas próprias lágrimas, questionando, se após um longo ano de relacionamento, conhecerem-se um ao outro e amarem-se como amavam a sí próprios não seria o suficiente?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, aliviada, foi para uma festa.&lt;br /&gt;Ele, angustiado, mal conseguia respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-971810597405036586?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/971810597405036586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=971810597405036586' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/971810597405036586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/971810597405036586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/11/ela-disse-adeus.html' title='O que é o amor? [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-1101440752411076891</id><published>2008-11-16T17:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:04:52.393-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [IV]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pré-conceito do relativismo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Eis que pela primeira vez, pego-me a falar em primeira pessoa e como todo bom narrador de alguma estória qualquer, tenho muitos questionamentos a fazer aos caricatos personagens do anedótico conto que insisto em chamar de "minha vida".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, em primeiro lugar, de perguntar como pessoas julgam as outras sem ao menos conhece-las?! Não que eu cobre uma simpatia gratuita por parte de certos indivíduos, até por que estes jamais terão tal sentimento vindo de minha pessoa, apego-me meramente a questão normativa de relações entre seres humanos, como ousas não dar ao menos uma chance para que o narrador da estória, conte suas peripécias, para formardes tua opinião a respeito deste?! Podemos pensar que tudo depende do contexto, é como dizem por ai, é uma mera questão de química, as vezes rola, as vezes não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos, ora pois, em um contexto mais amplo do que meramente uma situação cotidiana vivida por qualquer pessoa, elaboremos então algo mais englobante, talvez a nova tendência global, descrita brilhantemente por Tzetan Todorov em suas obras, de pessoas se agruparem com aquelas que julgam terem algo em comum, e excluirem de seu grupo pessoas que não possuem muitas coisas em comum consigo. Seguindo essa linha, sem nos apegarmos a exemplificações sobre tal processo, afinal Todorov o fez melhor do que eu jamais poderia faze-lo, poderiamos então, nos apoiar para justificar tais atos, que isso é uma mera questão de afinidades, as vezes tem-se, outras vezes não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprofundemo-nos então neste delicado tema, pensando a questão do pré-conceito racial, o que caracteriza então, um pre-conceito maior que o outro?! Dirão os mais humanistas: - "mas o racismo é uma pratica ofensiva!" Retrucarei com a maior paciência do mundo que: - "dependendo do contexto, um pré-julgamento de seu carater, ou a criação de grupos, que segreguem certos indivíduos, pode ser tão ou mais ofensivo, do que um chingamento racista!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa formulação, provavelmente estarão me chamando de porco racista, e provavelmente fecharão este blog, e me denunciarão a polícia federal, como incitador de práticas racistas, provavelmente algumas pessoas razoalvemente ligadas a minha pessoa atestarão anedoticamente ligações com o grupo racista KKK, a essa altura estarei sendo execrado em público, e meus pais provavelmente dirão em alto e bom som que se envergonham do filho que criaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique claro, que não atestei em nenhum momento ser a prática racista, algo que não mereça uma punição severa, pois logicamente merece sim, até por que agride a integridade moral de um indivíduo, o que questiono é por que outros tipos de pre-conceitos, que também agridem a integridade de outros indivíduos são relativizados? Tornam-se mera questão de química ou de afinidade, sendo que partem do mesmo principio(A formação de um pré-conceito sobre um certo indivíduo, baseado em um motivo irracional ou banal) e tem o mesmo fim(excluir, ferir, em suma, atacar essa pessoa, das mais variadas formas) das práticas racistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba então, a quem interessar, que nem todo relativismo do mundo é capaz de sicatrizar certas feridas, esconder-se atrás de jargões relativistas do tipo:"meu santo não vai com o dele, por isso eu trato ele mal, e não deixamos ele participar das festas." ou então "ele não é o cara pra minha filha, tenho certeza que ele não presta, olha o que dizem dele." e por último "jamais poderia compactuar com um negro comendo a mesa comigo."; é deveras covarde, mas gostaria então de fazer uma pergunta dirigida ao todo: Você realmente não se sentiria magoado ao ser excluido de uma festa por não se encaixar no perfil de determinado grupo?! Não se sentiria muito irritado por não ser aceito pelo seu sogro, por coisas, as vezes infundadas, que falam de você?! Provavelmente tanto quanto um negro ao ouvir a absurda ofensa exposta no terceiro exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então, só é imoral relativizar-se o pré-conceito racial, enquanto todos os outros passam impunes, e totalmente justificados atrás de idéias tão ou mais pífias quanto as teorias eugênicas da modernidade, que foram totalmente desmitificadas a 50 anos atrás?! Definitivamente essa não é a sociedade cosmopolita que tanto prega o neoliberalismo e seus teóricos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-1101440752411076891?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/1101440752411076891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=1101440752411076891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1101440752411076891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/1101440752411076891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/11/pr-conceito-do-relativismo.html' title='Do pensamento. [IV]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5300389229215245384</id><published>2008-11-10T16:21:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:04:52.393-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [III]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;A sequência do filme muda.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sentia-se estranho, nunca aprendera a lidar muito bem com as sensações que certas mudanças profundas despertavam em sua cabeça, desde criança não se adaptava as dificuldades impostas pelas mais variadas mudanças que teimavam em incomoda-lo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, após muito pensar, chegou a conclusão de que tal medo provavelmente era algo irracional, como assim não sabia lidar com as mudanças?! Tudo muda o tempo todo, já dizia o ditado e todo mundo com quem conversava, resolveu então, que jamais tornaria a pensar e racionalizar sobre as mudanças, estava se declarando livre de todo pânico que por 20 anos havia vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não pensar sobre uma coisa, que vemos a todo dia, a todo momento?! Sabia que não consegueria ignorar isso por muito tempo, se ao menos pudesse mudar o mundo, talvez parar o tempo, pelo menos o seu tempo, queria viver pra sempre seus 20 anos, sua liberdade, seu namoro, seus estudos e seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desespero ia lentamente tomando conta de toda sua existência, era o inimigo mais inflexivel e implacavel que já havia enfrentado, ia sendo subtraido vagarosamente, e cada vez mais se apegando as cada vez menos numerosas coisas imutaveis de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou pela sua namorada, que enjoou da repetição que a relação de 3 anos havia se tornado, após inumeras tentativas e apelos para que ele se tornasse um cara mais aberto a novos programas e novas conversas, acabou largando ele. Sentindo-se a deriva, sua inflexibilidade diante das mudanças aumentou, e conforme aumentava, mais as coisas mudavam e mais ele se desesperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança passava a não ser mais de uma coisa para outra, mas sim de alguma coisa para nada, subtamante viu que havia perdido tudo que planejara manter por toda sua vida, não via outra saida, só lhe restava o ato maior de misericórdia por si mesmo, encontrava-se em cima do maior prédio da Av. Rio Branco, as lágrimas rolavam por seu rosto, pensava em tudo que havia tentado manter a todo custo, sentia-se inutil, fraco, voando, caindo, morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiu chegando ao chão, que por mais que evitemos, de uma forma ou de outra, a sequência do filme sempre muda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5300389229215245384?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5300389229215245384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5300389229215245384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5300389229215245384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5300389229215245384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/11/sequncia-do-filme-muda.html' title='Do pensamento. [III]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-6716475858888393938</id><published>2008-11-02T17:58:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:06:07.837-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O que é o amor?'/><title type='text'>O que é o amor? [I]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O exilado e a bela.{Protótipo de introdução}&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"...E lá estava ele, sentado a duas horas na mesma cadeira, observando o fim de tarde de um lugar que lhe era totalmente estranho, não estava habituado a morar naquele estilo de casa, o seu prédio lhe era totalmente esquisito, pensava em como iria se arranjar naquele lugar estranho, também pensava no carinho de sua família que jamais o conhecera, porém haviam lhe cedido um pequeno apartamento para que morasse durante o período que precisasse ficar por lá, e matutava consigo mesmo: - O que fazer agora? Haviam pouco mais de 12 horas que sua sentença havia sido desferida numa terra muito distante da qual se encontrava, sua patria havia cassado-lhe todos os seus direitos de cidadão, e havia lhe dado um prazo de 24 horas para que deixasse o país, lembrava que havia partido levando algumas poucas coisas que couberam em suas três malas de viagem, levava consigo poucas roupas, seu computador portatil, dólares cedidos por sua família, amigos e retirados debaixo de seu colchão, tendo em vista que todo seu saldo bancário havia sido confiscado pelo governo no momento de sua prisão, enquanto exercia seu ofício no instituto de filosofia e ciencias sociais, havia sido retirado a força da sala de aula, sem que pudesse ao menos terminar de dar sua aula, preferia pular as lembranças do período em que ficou preso aguardando seu julgamento, que todos já sabiam qual seria a sentença, afinal, não perderiam a chance de se livrar de um dos maiores lideres da resistência a contra o governo ditatorial vigente, havia sofrido horrores durante exatos 7 meses, durante inumeras seções de tortura, até ser obrigado a assinar uma falsa confissão, onde assumia-se culpado por inumeras acusações, dentre as principais, pode-se citar: terrorismo, violação da ordem pública, "incompatibilidade ideológica com os interesses do país", formação de quadrilha, dentra inumeras outras, com o intuito de desmoralizar sua figura perante a sociedade, atrelaram a longa lista de acusações, o asassinato de um estudante que havia declarado-se contrário a sua tendência anti-governista, recordava claramente que nunca havia ouvido falar o nome de tal estudante.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Recordava-se com carinho que havia dedicado uma mala para alguns de seus livros, na pressa não tinha tido tempo de ser muito seletivo, mas certificara-se de não esquecer os principais, como Sartre, Webber, Marx, Hobbes, e claro alguns autores que lhe lembrariam tudo que deixou para trás, como Machado de Assis, e levava a letra do Hino nacional, escrita a mão por sua própria grafia, juntamente com um poema do mesmo autor, Olavo Billac, que havia mandado para sua amada, quando ainda cursava o primeiro período da faculdade, alem de algumas cartas que trocava com ela, caso complicado, que já durava mais de 10 anos, e que pensava ele, havia ficado bem mais complexo agora que havia um oceano entre eles, e não mais apenas uma serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que começou a se enganjar na luta contra o governo, temia tanto pela sua amada, quanto pela sua família, matinha-a em segredo absoluto, correspondiam-se basicamente por cartas, com medo de terem suas conversas rastreadas, pelo telefone ou pelo computador, costumavam se encontrar em alguns fins de semana, as vezes na cidadezinha onde ela morava, as vezes em cidades da região, recordava com clareza que pouco antes de sua captura, ela suplicava-lhe que não levasse a idéia da manifestação adiante, que viesse morar no interior com ela, por ela, e pelo filho que eles tinham, lembrava-se claramente das palavras suplicantes dela: - Por mim, pelo Dante, por favor não leva essa manifestação adiante, você ouviu o que andam falando pelo Rio de Janeiro, você está a um passo de ser preso e expulso do país! Ele por um minuto ao ver os olhos verdes e suplicantes e a pele morena do seu filho de dois anos, chegou a titubear, mas tinha certeza de que estava fazendo isso pelo futuro dele, e de sua amada, e com um beijo em seu filho, e um longo beijo nela deixou ambos, e sem saber quando tornaria a ve-los, partiu com os olhos cheios de lágrimas, antes de ir, pediu que caso acontecesse algo a ele, ela viesse a ler o bilhete que estava lhe entregando naquele momento de partida, que continha justamente o poema de Billac, que levava consigo junto ao hino nacional, provavelmente uma analogia aos seus dois maiores amores, sua mulher e sua pátria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Última flor do Lácio, inculta e bela,&lt;br /&gt;És, a um tempo, esplendor e sepultura:&lt;br /&gt;Ouro nativo, que na ganga impura&lt;br /&gt;A bruta mina entre os cascalhos vela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amote assim, desconhecida e obscura,&lt;br /&gt;Tuba de alto clangor, lira singela,&lt;br /&gt;Que tens o trom e o silvo da procela&lt;br /&gt;E o arrolo da saudade e da ternura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo o teu viço agreste e o teu aroma&lt;br /&gt;De virgens selvas e de oceano largo!&lt;br /&gt;Amo-te, ó rude e doloroso idioma,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"&lt;br /&gt;E em que Camões chorou, no exílio amargo,&lt;br /&gt;O gênio sem ventura e o amor sem brilho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olavo Billac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia, de certa forma, o que estava por vir, tanto que juntamente com o envelope havia grande parte de duas economias, havia tirado cerca de 70% de todo seu saldo bancário, não retirara tudo por saber que já estava sendo rastreado pela polícia, e temia que tal movimento levanasse suspeitas sobre suas pretensões, ou mesmo sobre a existência de sua amada e de seu filho, temia pela vida deles, mais do que pela sua própria, e assim ele partiu, com os olhos cheios de lágrimas, entrou no carro, e se pois a dirigir ladeira abaixo, virou a esquina, parou seu carro logo adiante, e ficou cerca de uma hora parado na frente de uma pequena igreja, a qual tantas e tantas vezes haviam feito planos para se casarem, na cidade que tantas e tantas vezes tinham feito planos para construir uma vida, no lugar onde haviam se conhecido, e por um minuto, pensou em desistir de tudo. Aos prantos tomou a decisão mais dificil de seus 29 anos de vida, partira sabendo que provavelmente ficaria anos sem voltar, partira com a certeza de que fazia isso por ela, pelo seu filho, e por outras milhões de pessoas, que mereciam um futuro melhor, um futuro livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, absorto em lembranças e lágrimas, sentado na cadeira, ele acaba pegando no sono, ao som de As coisas tão mais lindas de Cássia Eller, uma música que parecia ter sido feita pra eles, se pois a sonhar com ela, era o que lhe havia restado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-6716475858888393938?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/6716475858888393938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=6716475858888393938' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6716475858888393938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/6716475858888393938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='O que é o amor? [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-8335320339093934647</id><published>2008-10-31T15:26:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:04:52.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [II]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;O aprendiz Jedi, e o mestre Sith.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E tudo que ele desejava quando pequeno, era de fato, ser um Jedi, admirava com todas as suas forças aqueles seres fictícios que eram basicamente feitos de bondade e altruísmo, e que não sentiam raiva ou medo, quando criança por diversas vezes, ficou horas a sonhar que era um cavaleiro que combatia com firme rigor o lado negro da força, que salvava vidas indefesas das cruéis mãos de tiranos perversos que em seus sonhos jamais temia, por ser um Jedi, e saber que o medo leva ao desespero e este por conseqüência leva a raiva e esta conduz ao lado negro da força.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; Nota-se claramente, era uma criança que sabia discernir entre o mal e o bem, e como todas as outras, nutria sonhos de ser bom, mas nunca de ser o melhor, talvez fosse essa sua maior particularidade, e que o fazia destacar-se entre aquela multidão de crianças com as quais convivia, percebe-se que ele temia qualquer posição de destaque, mesmo em suas brincadeiras e sonhos, jamais era o melhor, era apenas muito bom, e isso sinceramente o bastava, sempre havia alguém melhor que ele, nunca era nunca foi, nem em sonho, e muito menos na sua vida cotidiana, a figura central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso nunca o incomodou, na realidade, de certa forma, até o agradava, se tornara na vida real o Jedi que tanto sonhava ser em seus sonhos mais íntimos, havia alcançado um patamar de altruísmo que nem mesmo mestre Yoda haveria conseguido alcançar, afinal, crê-se que nem mesmo tal figura, mesmo que fictícia, abriria mão de ser o personagem principal de sua própria vida, de seus próprios sonhos, crê-se que ninguém em sã consciência o faria, a não ser ele.&lt;br /&gt;Tinha plena certeza do que estava fazendo, a cada passo que dava em sua vida, sentia um vazio maior, já não era mais criança, e nem tampouco brincava de ser, porem continuava a ser figurante em sua própria vida, cada vez mais percebia que tal premissa já era algo incontrolável e independente de sua vontade, simplesmente não podia parar, havia tornado-se um hábito, a brincadeira de criança havia se transformado em pesadelo de adulto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Via-se onde menos queria quando criança, estava bem ao lado de tudo que havia passado a infância, e de certa forma a vida evitando: o medo, o desespero, a solidão, em suma, o lado negro que tanto lutou contra, agora era praticamente intrínseco a ele, havia se tornado por excelência: um cavaleiro sith, e percebia que nada podia fazer para evitar tal tragédia, percebera agora o que havia feito com sua vida, tinha estado tão ocupado sempre tentando salvar os outros, que esquecera de salvar o mais importante entre todos: ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rafael Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-8335320339093934647?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/8335320339093934647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=8335320339093934647' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8335320339093934647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/8335320339093934647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/10/os-dois-lados-da-fora.html' title='Do pensamento. [II]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6776740760899706571.post-5807205631983142985</id><published>2008-10-30T20:18:00.000-07:00</published><updated>2009-12-05T17:04:52.394-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Do pensamento'/><title type='text'>Do pensamento. [I]</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Das influências de Sartre.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Existiam dois caras: A e B, o primeiro sempre se esforçou com compromissos, seja na vida profissional, na vida amorosa ou na vida acadêmica, já o B, apesar de ser tão ou mais inteligente do que A, nunca foi de assumir compromissos, sempre gostou muito mais da inconsequência e nunca planejou nada, em nenhum ambito de sua vida, nota-se portanto, que A é uma pessoa mais determinado do que B, mas será?!&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Talvez em partes, se dissermos que A manteve um relacionamento de 1 ano, que sempre trouxe-lhe muita dor de cabeça, enquanto B, muito esperto, e muito amigo de A, ia pegando várias das amigas da namorada de A, que no fim lhe dava muito mais dor de cabeça do que propriamente prazer apartir de um compromisso sério, enquanto B curtia seu "descompromisso", A sofria um bocado com seu apego ao compromisso, nota-se então que A ao inves de procurar estabelecer compromissos, ele tinha necessidade de te-los, o que eventualmente acabou deixando-o doente por um bom período, pelo menos no campo amoroso, isso pode ser confirmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos fazer a mesma analogia, no campo profissional, veremos que A, para estudar e trabalhar, perde bastante de sua vida social, enquanto B, pode-se dizer por não ter trabalho, e estudar bem pouco, e não querer compromisso algum, pelo menos por enquanto, com trabalho ou estudos mais sérios, aproveita bem mais a vida, sai, se diverte, enquanto A acaba por perder grandes momentos, inclusive junto a B, por dar prioridade aos seus compromissos com sua vida profissional, afinal, foi por isso que A chegou tão longe na vida, enquanto B, mesmo que aos olhos de muitos, não passe de um vagabundo, e mesmo aos olhos de A, realmente não passa mesmo, pode-se afirmar que ele, a seu modo, também trilhou seu caminho, não tão glorioso para a sua família, quanto o de A, que provavelmente usa este como exemplo em todos os intermináveis sermões que dá em B, mas com toda certeza, a trajetória deste o satisfaz plenamente,e no fim, não é isso que importa?! Ouso mais ao perguntar, e a trajetória de A, o satisfaz plenamente?! Ou apenas a terceiros?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, pode-se dizer que a vida é feita de escolhas, e não é feita de muito mais do que isso, lógico que existem lugares-sociais que influenciaram tanto A quanto B, mas independente de qualquer coisa, o que moldou suas características e o que viveram até hoje, foi de fato, suas escolhas, e nada mais do que isso, isso é o existencialismo, o homem a frente de qualquer divindade ou fator, como senhor quase absoluto de sua vida.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Rafael Cunha.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6776740760899706571-5807205631983142985?l=memoriasdeumhistoriador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/feeds/5807205631983142985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6776740760899706571&amp;postID=5807205631983142985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5807205631983142985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6776740760899706571/posts/default/5807205631983142985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdeumhistoriador.blogspot.com/2008/10/satrista-nada-n.html' title='Do pensamento. [I]'/><author><name>Rafael Cunha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17610002862120520172</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
